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Islamitas do Egito tomam as ruas apesar da promessa de eleições

Confrontos após golpe de Estado já provocaram mais de cem mortes

Internacional|Do R7

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Os graves incidentes da madrugada de segunda-feira diante do quartel da Guarda Republicana deixaram pelo menos 51 mortos e 435 feridos
Os graves incidentes da madrugada de segunda-feira diante do quartel da Guarda Republicana deixaram pelo menos 51 mortos e 435 feridos MAHMUD HAMS/AFP

As novas autoridades egípcias anunciaram as próximas etapas de uma transição política, rejeitada pela Irmandade Muçulmana, que enterra nesta terça-feira (9) as dezenas de manifestantes mortos na segunda-feira (8) em uma manifestação de apoio ao presidente islamita destituído Mohammed Mursi.

"Cada Província organiza seus funerais e as manifestações de hoje", declarou à AFP o porta-voz da Irmandade — movimento de Mursi —, Gehad al Hadad.

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Horas antes, a Irmandade Muçulmana, que convocou na segunda-feira uma "revolta popular", divulgou a lista dos nomes de seus 42 mortos. A polícia e o Exército anunciaram três mortes em seus quadros.

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Os graves incidentes da madrugada de segunda-feira diante do quartel da Guarda Republicana deixaram pelo menos 51 mortos e 435 feridos, segundo os serviços de emergência, que não informaram se os números envolviam apenas manifestantes islamitas.

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Em reação, o presidente interino do Egito, Adli Mansour, ordenou uma investigação da violência e decretou a organização de eleições legislativas antes de 2014.

Antes, uma nova Constituição será submetida a referendo. A transição será completada com o posterior anúncio de uma eleição presidencial.

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Mas o anúncio foi criticado imediatamente por uma autoridade da Irmandade Muçulmana.

"Um decreto constitucional por um homem nomeado por golpistas... devolve o país a casa inicial", escreveu Esam al Erian no Facebook.

Os funerais dos partidários de Mursi acontecerão em um clima de extrema tensão, que domina o país desde a destituição do presidente islamita em 3 de julho pelo Exército, após gigantescas manifestações populares para exigir sua saída.

Desde então, os confrontos provocaram mais de cem mortes.

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