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Itamaraty avalia saída de brasileiros após alerta de conflito da Coreia do Norte

Apenas seis brasileiros moram no País, incluindo família do embaixador

Internacional|Do R7

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O governo brasileiro avalia a situação na península coreana para decidir sobre a transferência de seus funcionários da embaixada em Pyongyang, depois que a Coreia do Norte notificou na última sexta-feira (5) todas as representações diplomáticas a deixar o país diante do risco de uma guerra na região.

O pedido norte-coreano foi feito em meio à movimentação militar dos Estados Unidos na Coreia do Sul, após a Coreia do Norte advertir que a guerra era inevitável, em decorrência de novas sanções impostas pela ONU (Organização das Nações Unidas) por seus testes nucleares.


Na sexta-feira, o chanceler Antonio Patriota disse em entrevista coletiva conjunta, em Brasília, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cingapura, K Shanmugam, que avalia "quais são as condições exatamente antes de tomarmos uma decisão sobre a permanência dele [embaixador brasileiro, Roberto Colin] ou alguma outra a alternativa, em contato também com outras embaixadas em Pyongyang".

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O Itamaraty afirmou que seis brasileiros vivem atualmente na Coreia do Norte, incluindo o embaixador, sua mulher e filho, um funcionário administrativo, além da mulher e filha do embaixador da Palestina, que são brasileiras.


— Seguimos com preocupação essa escalada retórica na península coreana e estamos em permanente contato com o nosso embaixador.

Nos termos da Convenção de Viena, que rege as missões diplomáticas, os governos anfitriões devem facilitar a saída do pessoal de embaixadas em caso de conflito.


Transferir os funcionários não implica o fechamento da embaixada, esclareceu o Itamaraty, o que teria um significado político e diplomático mais amplo.

A assessoria de imprensa do Itamaraty afirmou que, "nesse caso, a gente pode considerar a preservação da segurança dos funcionários levando-os para outro lugar".

— Não é o rompimento das relações diplomáticas Brasil-Coreia do Norte.

De acordo com a assessoria, o embaixador brasileiro teria indicado que existe a possibilidade de levar o corpo diplomático para Dandong, uma cidade chinesa próxima, na fronteira com a Coreia do Norte.

Além da possibilidade de retirada para a vizinha China, a assessoria afirmou ainda que a Embaixada do Brasil em Pyongyang tem um abrigo subterrâneo e um gerador próprio.

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A primeira embaixada brasileira em Pyongyang foi aberta em 2009 sob a chefia do embaixador Arnaldo Carrilho, embora o Brasil e a Coreia do Norte já tivessem relações diplomáticas antes disso.

Em entrevista em 2010, Carrilho afirmou que o objetivo central do Brasil era "a abertura de diálogo em todos os sentidos, inclusive no que se refira à questão nuclear e ao estágio permanente de guerra do Exército Popular."

As Coreias do Sul e do Norte permanecem tecnicamente em guerra desde 1953, quando uma trégua informal pôs fim à Guerra da Coreia, que tirou a vida de quase 3 milhões de pessoas.

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