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Cartéis e desaparecimentos: moradores relatam insegurança em cidade-sede da Copa

Preocupações cresceram após a morte de “El Mencho”, líder do Cartel de Jalisco, em fevereiro deste ano

Internacional|Uriel Blanco, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A população de Guadalajara, uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2026, se sente cada vez mais insegura, com 90,2% dos moradores reportando essa percepção.
  • O índice de insegurança na cidade subiu significativamente desde dezembro de 2025, quando era de 79,2%.
  • A violência aumentou após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación, resultando em um tumultuado cenário de segurança na região.
  • Cidades como Zapopan e Puerto Vallarta também reportaram aumento na sensação de insegurança, refletindo uma tendência preocupante no estado de Jalisco.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O número de pessoas que se sentem inseguras subiu significativamente desde dezembro de 2025 Ivan Arias/Reuters - 25.03.2026

Faltando pouco menos de dois meses para a Copa do Mundo de 2026, uma das cidades-sede do torneio no México está passando por uma tendência preocupante.

Em Guadalajara, uma cidade no estado de Jalisco assolada pela violência das drogas e milhares de casos de pessoas desaparecidas, os moradores estão se sentindo cada vez mais inseguros.


Nove em cada 10 residentes, ou 90,2%, veem a situação na área como insegura, de acordo com uma pesquisa nacional de segurança pública publicada na sexta-feira (24) pelo Inegi (Instituto Nacional de Estatística e Geografia).

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Esse número subiu em relação aos 79,2% dos entrevistados em dezembro de 2025, de acordo com o Inegi, que descreveu o aumento como uma “diferença estatisticamente significativa”.


A segurança no México, um dos três países da América do Norte que sediarão a Copa do Mundo, tem sido uma grande preocupação no período que antecede o torneio.

Na região metropolitana de Guadalajara, essas preocupações cresceram desde fevereiro, quando forças federais realizaram uma operação em Jalisco para prender Nemesio Oseguera Cervantes, também conhecido como “El Mencho”, líder do CJNG (Cartel de Jalisco Nueva Generación).


O grupo é considerado uma das “organizações criminosas mais poderosas e cruéis” no México, de acordo com a Administração de Fiscalização de Drogas Estados Unidos.

Ele foi designado uma organização terrorista pelos EUA apenas algumas semanas após o início do segundo mandato do presidente Donald Trump.


“El Mencho” ficou gravemente ferido na operação e morreu a caminho do hospital. Sua morte desencadeou o caos e uma onda de violência em várias partes de Jalisco, incluindo Guadalajara, Zapopan e Puerto Vallarta.

Em Zapopan, uma cidade na região metropolitana de Guadalajara que abriga o estádio que receberá jogos da Copa do Mundo, a percepção de insegurança também aumentou.

Na última pesquisa na cidade, cujos entrevistados foram ouvidos a partir de 23 de fevereiro, apenas um dia após a morte de “El Mencho”, 70% deles disseram que se sentiam inseguros.

Esse número é mais de 16 pontos percentuais superior ao de dezembro, quando mais de 54% relataram sentir-se inseguros. No primeiro trimestre de 2025, o número era de 44,6%.

Enquanto isso, em Puerto Vallarta, a visão de insegurança está abaixo da média nacional de 61,5%, mas ainda assim houve um aumento significativo na pesquisa de sexta-feira (24).

Na verdade, a popular cidade turística apresentou o maior aumento em todo o país — quase 28 pontos percentuais —, subindo de 32% em dezembro do ano passado para 59,9%. Isso significa que o número de pessoas que agora se sentem menos seguras praticamente dobrou.

Com uma percepção de insegurança de 90,2%, Guadalajara ocupa o posto de segunda cidade em todo o país onde as pessoas se sentem mais inseguras. Ela fica atrás apenas de Irapuato (92,1%) em Guanajuato, outro estado assolado pelo crime organizado. Até agora, em 2026, Guanajuato lidera o registro nacional de mortes violentas com 413 vítimas de homicídios dolosos e cinco de feminicídio.

E quanto às outras cidades-sede mexicanas?

Na Cidade do México, a percepção de insegurança permaneceu relativamente estável nas duas municipalidades mais próximas do Estádio Banorte, que sediará a Copa do Mundo pela terceira vez.

Mais de 44% dos entrevistados disseram sentir-se inseguros na subprefeitura de Coyoacán, uma queda em relação aos 47,2% registrados em dezembro. A subprefeitura de Tlalpan registrou um ligeiro aumento, subindo de 55,7% em dezembro para 57,9% na pesquisa publicada na sexta-feira (24).

A terceira sede da Copa do Mundo no México é Monterrey, a capital do estado de Nuevo León. Nesta cidade, 59,7% dos entrevistados disseram sentir-se inseguros, uma queda notável em comparação aos 67,4% de dezembro.

A cidade de Guadalupe, onde o Estádio Monterrey está localizado, também registrou uma queda na percepção de insegurança, passando de 44,2% em dezembro para 37% em abril.

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