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Líder de Hong Kong se recusa a renunciar, mas oferece diálogo

Os estudantes aceitaram a oferta de diálogo do governo 

Internacional|Do R7

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Milhares de pessoas continuam nas ruas pedindo mais democracia
Milhares de pessoas continuam nas ruas pedindo mais democracia

O líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, desafiou a exigência dos manifestantes pró-democracia de que ele renunciasse até a próxima sexta-feira (3) e renovou os alertas da polícia de que as consequências serão sérias se eles tentarem cercar ou ocupar edifícios do governo.

Leung, falando a repórteres poucos minutos antes de o ultimato pela sua renúncia expirar, também disse que a secretária-chefe, Carrie Lam, irá realizar uma reunião com os estudantes em breve para discutir reformas políticas, mas não mencionou uma data.


Segundo informações da agência ANSA, os líderes estudantis aceitaram a oferta de diálogo do governo local. Em comunicado, no entanto, eles insistiram na renúncia do chefe de Governo, Leung Chun-ying, que, segundo eles, "é só uma questão de tempo".

Algumas das milhares de pessoas congregadas do lado de fora do gabinete de Leung expressaram decepção, embora o clima fosse calmo.


“O pedido é muito simples. Queremos democracia de verdade. Quando você pede uma maçã deve receber uma maçã, não uma laranja que foi disfarçada de maçã”, disse Howard Hu, engenheiro de 35 anos.

O líder estudantil Lester Shum acolheu a proposta das conversas, mas também repetiu os avisos de que os estudantes irão voltar a agir se suas demandas de sufrágio universal e um processo eleitoral livre não forem atendidas.


Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas na última semana para exigir uma democracia plena, incluindo um sistema de votação livre quando escolherem um novo líder em 2017.

Em 31 de agosto, a China decretou que irá analisar os candidatos que quiserem concorrer ao cargo de executivo-chefe de Hong Kong, e os moradores direcionaram sua revolta a Leung, que é apoiado por Pequim.


Dez preocupações sobre Hong Kong que tiram sono de líderes chineses

As manifestações, as piores em Hong Kong desde que a China reassumiu o governo da ex-colônia britânica em 1997, travaram partes do importante centro financeiro asiático.

No fim de semana passado, o batalhão de choque usou gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cassetetes para tentar apaziguar o tumulto, mas desde então as tensões diminuíram, já que os dois lados parecem dispostos a encarar um impasse duradouro.

O tamanho das multidões variou ao longo da semana, mas nas primeiras horas da sexta-feira (horário local) milhares ainda preenchiam as ruas do centro da cidade.

Desdobramentos

Os líderes estudantis haviam exigido que Leung renunciasse até a meia-noite de quinta-feira e pediram aos seus seguidores que ocupassem instalações governamentais se ele se recusasse.

“Não irei renunciar porque preciso concretizar o trabalho do sufrágio universal”, afirmou Leung em uma coletiva de imprensa, referindo-se às reformas eleitorais, decisão que já era esperada por muitos.

“Em qualquer lugar do mundo, se há manifestantes que cercam, atacam ou ocupam edifícios do governo, como delegacias de polícia ou o escritório do executivo-chefe... as consequências são sérias”, disse ele, reafirmando o alerta da polícia de que sua reação a tais atos será robusta.

A China repudiou os protestos, que chamou de ilegais, mas reprimir o movimento com muita força poderia abalar a confiança em Hong Kong, importante centro financeiro e que tem um sistema legal separado do resto da China. Ainda, não agir com firmeza suficiente poderia estimular os dissidentes no continente.

O embaixador da China na Alemanha, Shi Mingde, disse à Reuters que a reputação da cidade como polo comercial não está ameaçada no momento, mas “se as ações caírem, se o tumulto continuar, a coesão social e o papel (de Hong Kong) como centro financeiro estarão ameaçados”.

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Agora que Leung se recusou a atender às exigências dos manifestantes, eles estão avaliando o próximo passo. Os líderes estudantis prometeram manter a campanha, mas a paciência do governo pode acabar.

A estilista Crystal Chung afirmou que as manifestações serviram para uma coisa pelo menos.

“Elas [as autoridades] nos evitaram durante muitos dias, mas se ofereceram para conversar depois que cercamos o prédio do governo.”

Mas ela citou as preocupações de muitos.

"Será que vamos conseguir o voto universal? Estamos enfrentando o governo chinês que é muito poderoso, e eu realmente duvido que eles vão ouvir nossas demandas. Mas, como cidadãos de Hong Kong, estamos aqui para fazer o que pudermos."

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