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Macron sofre recuo e conservadores mantêm maioria no Senado

Resultados podem complicar planos de presidente para reformas 

Internacional|Do R7

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Resultados vêm com o declínio da popularidade de Macron
Resultados vêm com o declínio da popularidade de Macron

O presidente Emmanuel Macron sofreu seu primeiro recuo eleitoral no domingo (24), quando seu partido LREM (A República em Marcha, em tradução livre) ganhou menos lugares do que o esperado nas eleições para o Senado francês.

O que estava em jogo era se o LREM e os aliados de Macron ganhariam assentos suficientes para dar-lhes o voto da maioria de três quintos em ambas as câmaras do parlamento, que ele precisa para reformas constitucionais, incluindo planos para rever o parlamento.

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A votação, com 171 dos 348 lugares do Senado ocupados, consolidou a atual maioria conservadora do Senado.

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Mas o partido socialista, que foi esmagado nas eleições legislativas de junho passado, foi bem na votação, mostraram resultados provisórios fornecidos pelo Senado francês.

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Os resultados podem complicar os planos de Macron para as reformas constitucionais e vêm com o declínio de sua popularidade, apenas quatro meses após a eleição de maio. Suas taxas de aprovação caíram consideravelmente nas pesquisas de opinião, arrastadas pelas reformas trabalhistas e cortes orçamentários planejados, incluindo uma diminuição da ajuda à habitação para estudantes.

O LREM, que esperava conquistar 40-50 assentos no Senado, acabou obtendo 23 e contará com alianças com legisladores de outros partidos caso a caso para apoiar o governo.

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A maioria conservadora do Senado é composta por cerca de 150 membros do Partido Republicano, confirmando o Senado como contraponto para Macron, mesmo que a Assembleia Nacional, onde Macron tem clara maioria, tenha a última palavra em legislação.

"Os eleitores mostraram claramente que queriam um contrapeso parlamentar, o que é, na minha opinião, vital para uma democracia equilibrada", disse Gerard Larcher, presidente do Senado francês, em um discurso público.

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