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Morre Adolfo Suárez, primeiro chefe de governo da democracia espanhola

Líder teve papel fundamental na transição do país após a ditadura de Franco

Internacional|Do R7

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Adolfo Suárez, primeiro presidente do governo durante a transição democrática na Espanha após o fim do franquismo, morreu neste domingo (23), aos 81 anos, em uma clínica de Madri, anunciou o porta-voz da família.

Sofrendo do mal de Alzheimer há mais de uma década, Suárez estava internado desde segunda-feira devido a uma infecção respiratória.

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Na última sexta-feira, o filho de Suárez havia anunciado que o estado de saúde do pai havia se deteriorado rapidamente. O rei Juan Carlos foi a primeira pessoa informada sobre a situação do homem com quem compartilhou os primeiros e difíceis anos de transição para a democracia.

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Antigo homem do franquismo, Suárez foi encarregado pelo monarca, em 1976, de formar o segundo governo de seu reinado. Coroado em 22 de novembro de 1975, dois dias depois da morte de Franco, Juan Carlos havia mantido no poder o chefe do governo franquista Carlos Arias Navarro durante alguns meses.

O mandato de Suárez foi ratificado depois, pelas urnas, nas primeiras eleições democráticas, em 15 de junho de 1977.

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Ele se tornou, assim, uma das figuras mais emblemáticas do delicado período de transição, que permitiu à Espanha virar a página após uma ditadura iniciada em 1939, após três anos de Guerra Civil.

Durante seu governo, foram realizadas as principais reformas para que a Espanha se tornasse uma democracia, como a legalização dos partidos políticos (incluindo uma polêmica, a do Partido Comunista), a anistia aos presos políticos e a redação de Constituição e sua aprovação por referendo em 1978.

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A partir de 1979, ano de sua segunda vitória eleitoral, começou a perder força, devido a problemas com seu partido, à crise econômica, à agitação militar, ao problema da autonomia das regiões espanholas, e aos atentados da organização separatista armada basca ETA.

Estas dificuldades, às quais se somou a retirada do apoio do rei, levaram-no a uma renúncia surpreendente em janeiro de 1981, dias antes da tentativa de golpe de Estado de 23 de fevereiro, aplacada pelo monarca.bur-acc/ra/lb

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