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Palestinos queimam bandeiras dos EUA em protesto contra visita de Obama

Obama chegou hoje à região para uma viagem por Israel, Palestina e Jordânia

Internacional|Do R7

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Palestino queima bandeira dos Estados Unidos em um protesto na Cidade de Gaza, durante visita de Barack Obama
Palestino queima bandeira dos Estados Unidos em um protesto na Cidade de Gaza, durante visita de Barack Obama

Dezenas de palestinos se manifestaram nesta quarta-feira (20) e queimaram bandeiras dos Estados Unidos em um protesto na Cidade de Gaza em frente aos escritórios do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) contra a visita do presidente americano, Barack Obama, à região.

Nos cartazes que os manifestantes carregavam lia-se "Obama, não és bem-vindo na Palestina" e "Você é um visitante indesejado", eles também cantaram palavras de ordem antiamericanos.


O deputado Yahía Moussa, um dos líderes do movimento islâmico Hamas, disse à imprensa que a visita de Obama "é parte da aliança estratégica entre os presidentes americanos e a ocupação israelense".

— Essa visita é sem dúvida contrária aos interesses do povo palestino e a seus direitos legítimos. Já estamos acostumados a esse tipo de visita ocasional que só vem mostrar a lealdade dos EUA à entidade sionista.


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Acrescentou que o movimento Hamas já espera que após essa visita aumente a pressão sobre o lado palestino para que aceite o reatamento de negociações "inúteis" e "absurdas" e que efetue mais concessões a Israel.


— É uma visita de cortesia à entidade israelense, que só serve aos interesses dos sionistas.

Obama chegou hoje à região para uma viagem por Israel, Palestina e Jordânia na qual, em princípio, não tem intenções de anunciar nenhuma iniciativa de paz nem de pressionar publicamente o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que suspenda as construções nos assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Em entrevista à emissora de rádio "A Voz da Palestina", o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, adiantou que em sua reunião de amanhã com Obama o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, dirá que não retomará as negociações em troca de meros "gestos de boa vontade" por parte de Israel.

— Pediremos a ele que obrigue Israel a cumprir seus compromissos internacionais e não apenas a fazer gestos de boa vontade.

Erekat explicou que o governo israelense "deve aceitar a solução de dois Estados nas fronteiras de 1967, princípio que não aceitou em 20 anos de processo de paz".

Paralelamente, um grupo de advogados palestinos processou hoje o presidente Obama pelo assassinato a tiros do jornalista palestino Mazen Dana no Iraque, em 2003, pelo exército americano.

Após fazer a denúncia em nome da família da vítima perante o escritório do procurador-geral palestino em Ramala, os advogados disseram em comunicado que, como máxima autoridade americana, Obama é responsável pelo crime.

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