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Presidente da Ucrânia antecipa eleições para conter crise

Medida faz parte de um acordo entre governo e oposição, que inclui reforma constitucional

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Manifestações na Ucrânia têm deixado rastro de morte
Manifestações na Ucrânia têm deixado rastro de morte

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, anunciou nesta sexta-feira (21), em mensagem à nação, que serão realizadas eleições presidenciais antecipadas.

As eleições fazem parte de um acordo entre governo e oposição, em conjunto com a União Europeia e a Rússia, para acabar com a violência em Kiev.


As eleições são a principal reivindicação dos opositores, que promovem manifestações desde novembro de 2013, quando o governo desistiu de assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia.

O acordo prevê também eleições presidências antecipadas, um governo de coalizão e uma reforma constitucional nas próximas 48 horas.


O número de mortos registrados nos conflitos dos últimos dias entre manifestantes e policiais chega a 80, segundo informações oficiais divulgadas pelo ministro ucraniano do Interior ad ínterim, Vitali Zakharcenko.

Ainda nesta sexta-feira, manifestantes ucranianos atiraram contra os policiais perto do Parlamento da capital, informou a policial local. Por sua vez, Yevhenia Timoshenko, filha da líder da oposição ucraniana Yulia Timoshenko, atualmente presa, pediu que o presidente Viktor Yanukovich seja processado.


"Yanukovich não tem mais legitimidade, deve ser processado por crimes que cometeu contra o seu povo", disse ela.

— Esta guerra civil não é entre irmãos, mas entre o regime e seu povo.


O número de policiais mortos nos distúrbios violentos que explodiram essa semana em Kiev chegou a 16, informou nesta sexta-feira o Ministério do Interior da Ucrânia.

"Já são 16 as baixas nas fileiras da Polícia. Cerca de 130 agentes foram hospitalizados com ferimentos à bala", assinalou um comunicado publicado no site da pasta.

Um total de 565 policiais recebeu assistência médica desde o dia 18 de fevereiro, deles 410 foram hospitalizados, segundo a nota. 

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