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Análise: manifestações anti-EUA em funeral de Khamenei são impulsionadas pelo regime do Irã

País enfrenta crise política interna; ausência de Mojtaba Khamenei cria ‘estado bastante debilitado’, segundo Igor Lucena

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O cortejo fúnebre de Ali Khamenei no Irã se estende até quinta-feira, com a ausência do novo líder Mojtaba Khamenei.
  • Especialista Igor Lucena destaca a insegurança iraniana frente a possíveis ataques dos EUA e a falta de liderança pública.
  • O funeral simboliza tentativas de união nacional, mas manifestações pedem vingança contra líderes ocidentais.
  • A narrativa de inimigo externo fortalece o regime iraniano, dificultando mudanças políticas desejadas pelos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

No Irã, o cortejo fúnebre de Ali Khamenei deve se estender ao longo da semana até quinta-feira (9). O domingo (5) foi marcado pela presença de três filhos do antigo líder-supremo e ausência do atual ocupante do cargo, Mojtaba Khamenei. Desde o bombardeio que matou o pai, em 28 de fevereiro, o novo líder não realizou uma aparição pública sequer.

Igor Lucena, especialista em relações internacionais, entende que isso pode ser uma estratégia do país, que permanece inseguro em torno de novos ataques vindos dos Estados Unidos, mas, ao mesmo tempo, “sem a aparição pública de um líder, o que nós vamos ver é um estado bastante debilitado, sem capacidade de liderança daqui para frente”. O debate escancara o conflito interno da política iraniana.


Um grupo de homens, dentre eles os filhos de Ali Khamenei, vestem roupas escuras, em um ambiente solene. Alguns deles têm expressões de tristeza, enquanto um homem no centro cobre o rosto com um lenço branco, demonstrando emoção. Ao fundo, outros homens observam com semblantes sérios.
Filhos de Khamenei fizeram aparição no domingo (5), exceto por Mojtaba Reprodução / Record News

O especialista enxerga que o funeral de Khamenei simboliza o avanço das conversas para um acordo de paz e o retorno da sociedade iraniana ao normal. “O cortejo fúnebre tenta fazer com que os iranianos se unam em torno da nação”. Contudo, as manifestações que ocorreram no terceiro dia da cerimônia, realizado nesta segunda (6), mostram o contrário.

Centenas de cidadãos queimaram bandeiras norte-americanas e do Reino Unido enquanto pediam vingança contra Donald Trump, J.D. Vance, Pete Hegseth e Benjamin Netanyahu. Para Lucena, tais movimentos são impulsionados pelo regime que comanda o país, controlado atualmente pela Guarda Revolucionária. “A ideia de manter os EUA como um inimigo [...] é a base da manutenção do regime”.


A continuidade da narrativa de um inimigo externo, unida às dificuldades enfrentadas para manter as promessas de cessar-fogo, surge como uma derrota aos EUA, na opinião do especialista. Ele entende que, diferentemente do caso da Venezuela, não conseguiram instaurar uma mudança no governo. “Não aconteceu no Irã e nem vai acontecer”.

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