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Raúl Castro volta a propor diálogo aos Estados Unidos

O dirigente anunciou ainda que haverá mudanças nas regras para investimento estrangeiro

Internacional|Do R7

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Raúl Castro
Raúl Castro Reprodução/Facebook

O presidente de Cuba, Raúl Castro, voltou a oferecer, neste sábado (21), ao governo dos Estados Unidos a possibilidade de um "diálogo respeitoso" que não comprometa a soberania da ilha e considerou que os dois países podem estabelecer uma "relação civilizada".

— Se nos últimos tempos fomos capazes de sustentar alguns intercâmbios sobre temas de benefício mútuo, consideramos que podemos resolver outros assuntos, estabelecer uma relação civilizada entre ambos os países, como deseja nosso povo e a grande maioria dos cidadãos americanos.


O Parlamento cubano, unicameral e de 611 cadeiras, reúne-se duas vezes ao ano - em julho e dezembro. Em discurso na Assembleia Nacional, no encerramento de seu segundo e último plenário do ano, o governante lembrou que a ilha expressou a Washington "em múltiplas ocasiões".

— Não reivindicamos aos Estados Unidos que mude seu sistema político e social, nem aceitamos negociar o nosso. Se realmente desejamos avançar nas relações bilaterais, teremos que aprender a respeitar mutuamente nossas diferenças e nos acostumar a conviver pacificamente com elas.


Ao referir-se às relações entre Washington e Havana, cuja divergência política dura mais de cinco décadas, Castro não mencionou, no entanto, o cumprimento ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no funeral do líder sul-africano Nelson Mandela. O breve aperto de mãos de Castro e Obama em Johanesburgo despertou expectativas sobre as relações bilaterais.

Investimento estrangeiro


Segundo Castro, Cuba aprovará em março uma nova legislação para investimento estrangeiro na ilha.

"Trabalha-se na elaboração de um projeto de lei nessa matéria (investimento estrangeiro) que prevemos submeter a uma próxima sessão da Assembleia Nacional (Parlamento), no mês de março, em reunião extraordinária.

O dirigente disse que o Conselho de Ministros já aprovou a mudança na legislação. A lei atual foi aprovada em 1995 e contempla o investimento estrangeiro na ilha em associação com o Estado.

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