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Ataques dos EUA a 90 alvos do Irã deixaram 14 mortos e 78 feridos, segundo regime

Em resposta, Guarda Revolucionária do Irã atacou bases americanas no Bahrein e no Kuwait

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA realizaram ataques contra cerca de 90 alvos militares do Irã, resultando em 14 mortos e 78 feridos, segundo o Ministério da Saúde iraniano.
  • Os ataques visavam reduzir a capacidade iraniana de atacar navios no estreito de Ormuz, atingindo sistemas de defesa aérea, locais de armazenamento de mísseis e drones, entre outros.
  • O Irã retaliou, atacando instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, em resposta aos ataques a petroleiros no estreito de Ormuz.
  • A escalada das hostilidades elevou os preços do petróleo e gerou condenações mútuas, com ambos os lados acusando o outro de violar o cessar-fogo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagens de satélite mostram danos em instalações portuárias no sul do Irã após recentes ataques dos EUA
Ataques americanos visaram reduzir a capacidade iraniana de atacar navios de Ormuz Reuters - 09.07.2026

Os dois dias de ataques dos Estados Unidos contra cerca de 90 alvos militares do Irã mataram pelo menos 14 pessoas e feriram outras 78, disse o Ministério da Saúde iraniano nesta quinta-feira (9). A maioria era supostamente de membros das forças armadas.

Os ataques de ambos os lados ameaçaram repetidamente o cessar-fogo. Mas os desta madrugada pareceram maiores em todos os aspectos, com sirenes soando pelo menos três vezes no Bahrein, sede do quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA, e mísseis mirando o Kuwait e o Catar.


Sirenes também soaram na Jordânia, onde os americanos têm tropas e aeronaves estacionadas.

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No Kuwait, o exército disse que destroços feriram uma pessoa enquanto a nação derrubou três mísseis balísticos, um míssil de cruzeiro e 10 drones.


O Bahrein afirmou que derrubou fogo inimigo, sem dar mais detalhes, e o porta-voz do governo jordaniano, Mohammad al-Momani, pontuou que todo o fogo vindo do Irã foi interceptado.

A TV estatal iraniana comentou que a Guarda Revolucionária paramilitar do país disparou mísseis contra uma base dos EUA na Jordânia.


EUA atacam 90 alvos no Irã

O Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) informou nesta quinta-feira ter concluído a nova ofensiva contra o Irã, iniciada na quarta-feira (8). A operação militar teve como objetivo declarado reduzir a capacidade iraniana de atacar navios no estreito de Ormuz.

Em comunicado, as forças americanas disseram que aproximadamente 90 alvos militares foram atingidos, incluindo sistemas de defesa aérea, recursos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura logística militar na costa do Irã.


“As forças dos EUA permanecem vigilantes, letais e preparadas para executar operações determinadas pelo comandante-em-chefe”, afirmou o Centcom. Em uma ofensiva na véspera, as forças americanas já haviam atingido 80 alvos militares no Irã.

Ameaça de Trump

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã, após afirmar que o acordo inicial de cessar-fogo com a República Islâmica havia “acabado”, embora não tenha deixado claro se Washington retornaria a uma guerra total com o Irã.

Em comentários à margem da cúpula da Otan em Ancara, Trump criticou duramente as autoridades iranianas pelo que descreveu como descumprimento dos acordos negociados.

Ele reiterou seu objetivo de guerra de que Teerã jamais poderá ter uma arma nuclear, mas sugeriu que esse objetivo talvez precise ser alcançado sem um acordo.

Escalada de hostilidades

Em uma escalada das hostilidades que elevou acentuadamente os preços do petróleo, o Irã afirmou ter atacado instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait, após as forças dos EUA atacarem alvos iranianos em resposta a ataques contra petroleiros no estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait nesta quarta-feira, depois que os EUA lançaram uma onda de ataques militares contra o Irã em resposta aos ataques a petroleiros no estreito de Ormuz.

Em mais um golpe contra o frágil acordo de cessar-fogo, a Guarda Revolucionária Islâmica informou ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra importantes instalações militares dos EUA em Bandar Salman, no Quinto Distrito Naval do Barein, e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait, além de ter abatido um drone MQ-9 dos EUA que tentava interferir na operação.

Sirenes de ataque aéreo soaram no Bahrein e no Kuwait, e o exército kuwaitiano informou que as defesas aéreas estavam enfrentando ataques “hostis” com mísseis e drones.

Não houve comentário imediato das Forças Armadas dos EUA sobre os ataques.

Anteriormente, os EUA lançaram novos ataques militares e revogaram uma licença que permitia ao Irã vender petróleo, em resposta aos ataques a três petroleiros no estreito.

O Comando Central dos EUA informou que mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica estavam entre os alvos atingidos durante a operação, que tinha como objetivo impor um custo elevado ao Irã pelos ataques à navegação, em violação ao cessar-fogo.

“A agressão injustificada pelas forças iranianas é uma violação clara e perigosa do cessar-fogo e prejudica a liberdade de navegação”, afirmou o CENTCOM em comunicado.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse a repórteres antes de uma cúpula de líderes da Otan em Ancara que os novos ataques dos EUA ao Irã foram “absolutamente necessários”.

“Quando há um cessar-fogo e o Irã está basicamente violando-o, acho que é absolutamente crucial que os EUA reajam com firmeza”, disse Rutte.

Irã condena ataques

O alto comando militar conjunto do Irã, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, condenou os ataques dos EUA como um “ato flagrante de agressão”, ameaçou com uma “resposta esmagadora” e advertiu que Teerã não permitiria a interferência dos EUA na gestão do estreito.

Um importante negociador iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violarem o acordo de cessar-fogo. Ele citou não apenas os últimos ataques militares dos EUA, mas também as novas sanções ao petróleo, as violações das “medidas de ajuste” iranianas no estreito de Ormuz e os ataques israelenses contra o Líbano.

“A era da intimidação e da extorsão acabou”, disse Qalibaf em uma postagem no X. “Não vamos ceder.”

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a medida como uma violação do acordo preliminar para pôr fim à guerra e afirmou que Washington arcaria com a responsabilidade pelas consequências.

Embora Teerã tenha negado responsabilidade pelos últimos ataques a navios no estreito, o Catar culpou o Irã pelos ataques às embarcações, incluindo o enorme navio-tanque de gás natural liquefeito catariano, o Al Rekayyat, que relatou ter sido atingido por um drone, o que causou um incêndio em sua sala de máquinas. A tripulação estava em segurança e estava sendo evacuada.

Um petroleiro de bandeira saudita, que se acredita ser o superpetroleiro Wedyan, também foi danificado ao largo de Omã, segundo fontes de segurança marítima. A causa não ficou clara imediatamente.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as acusações do Catar eram desconcertantes e que Teerã estava cumprindo diligentemente seus compromissos. Mesmo assim, afirmou que as embarcações comerciais corriam riscos ao utilizar rotas não coordenadas com o Irã.

Uma segunda autoridade norte-americana, falando sob condição de anonimato, disse que as indicações iniciais apontavam para que o Irã tivesse disparado contra três navios comerciais.

Os governantes clericais do Irã pretendem estabelecer um sistema permanente de cobrança de taxas, o que representaria uma enorme mudança no equilíbrio de poder em uma região onde Washington há muito atua como garante da segurança.

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