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‘É uma queda de braço forte pelo controle de navegação’ em Ormuz, diz especialista

Apesar da retomada das ofensivas entre os dois países, André Novaes acredita que EUA e Irã não fecharam suas portas à diplomacia

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA atingiram cerca de 90 alvos no Irã para reduzir a ameaça no Estreito de Ormuz.
  • Em resposta, o Irã atacou bases militares americanas no Kuwait, Bahrein e Catar.
  • Apesar dos ataques, especialistas acreditam que ambos os países ainda buscam alternativas diplomáticas.
  • A questão nuclear e a livre navegação no Golfo são pontos centrais nas tensões entre os dois países.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cerca de 90 alvos foram atingidos na segunda noite de ataques americanos, com o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de ameaçar navios no estreito de Ormuz. Em resposta, Teerã afirmou que voltou a atacar bases militares dos Estados Unidos no Kuwait, no Bahrein e no Catar.

Apesar da retomada das ofensivas entre os dois países, André Novaes, especialista em relações internacionais, avalia que EUA e Irã não fecharam suas portas à diplomacia. Segundo ele, ambos os países têm razões para evitar uma escalada mais intensa do conflito e seguem em busca de alternativas para negociação.

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Cerca de 90 alvos iranianos foram atingidos pelos Estados Unidos Reprodução/Record News

“Os dois países têm tanto a perder se essa guerra voltar, e isso é uma grande motivação para que eles tentem voltar ao momemorando”, afirma. Novaes salienta que o impasse se impõe diante do fato de que nenhum dos lados conseguiu uma vitória definitiva.

O especialista explica que o direito internacional protege a livre navegação no estreito de Ormuz, mesmo em águas territoriais, impedindo que países interrompam o tráfego marítimo. Ainda assim, ele destaca que o país persa mantém capacidade de pressionar o fluxo de embarcações na região.

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“O Irã, como qualquer país, tem capacidade de intervir na navegação na sua costa. O Irã tem essa capacidade, demonstrou isso, demonstra que vai usar isso, vai continuar, ou tem a intenção de continuar usar como alavanca, ou como barganha nas suas negociações de controlar o Estreito. E é isso que nós estamos vendo, uma queda de braço por esse controle”, pontua.

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