Logo R7.com
RecordPlus

Sudão nega anúncio de libertação de cristã condenada à morte

Autoridades locais afirmaram que o governo não interfere na justiça

Internacional|Do R7

  • Google News
O marido de Meriam está tentando libertar a mulher
O marido de Meriam está tentando libertar a mulher

As autoridades sudanesas negaram neste domingo (1º) o anúncio de que a mulher cristã condenada à morte por apostasia seria libertada nos próximos dias, alegando que tais declarações atribuídas a uma autoridade foram tiradas de contexto.

Nascida de um pai muçulmano, Meriam Yahia Ibrahim Ishag foi condenada à morte em 15 de maio por um tribunal criminal com base na lei islâmica em vigor no Sudão que proíbe conversões, provocando um clamor internacional.


A sudanesa, de 27 anos, deu à luz uma menina na terça-feira (27) na prisão.

Sudanesa condenada à morte será libertada, diz autoridade


Sudanesa condenada à morte cuida dos filhos "com algemas nas pernas", diz marido

Jovem é estuprada, obrigada a beber ácido e estrangulada na Índia


"A mulher será libertada nos próximos dias, de acordo com os procedimentos legais a serem tomadas pelo Poder Judiciário e o Ministério da Justiça", declarou no sábado um funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Sudão, Abdallah Al-Azraq.

Mas o ministério indicou neste domingo que a sua libertação dependia da aceitação por um tribunal do recurso apresentado por seus advogados.


Em um comunicado, ele afirmou que o que Azraq disse realmente à imprensa no sábado é que "a equipe de defesa da cidadã em causa tinha apelado da sentença (...) e que, se o Tribunal de Recurso julgar a seu favor, ela será libertada".

Azraq ressaltou que "o governo não interfere no trabalho da justiça, porque é uma instituição independente".

"Alguns meios de comunicação tiram de contexto as declarações, alterando o significado do que ele realmente disse".

Após as declarações de Azraq, o marido de Ishag, Daniel Wani, um cidadão americano de origem sul-sudanesa, disse à AFP que não acreditava que sua esposa seria libertada.

"Ninguém entrou em contato comigo e eu não acho que isso vai acontecer. Nós apresentamos um recurso de apelação, mas ele ainda não foi analisado. Então, como é possível que eles libertem-na?", perguntou.

O advogado de Ishag, Mohannad Moustapha, tinha expressado, por sua vez, suas dúvidas quanto a uma possível libertação.

"A única entidade que pode fazer isso é o tribunal de recurso e eu não tenho certeza que ele tem o arquivo completo", disse ele no sábado.

Marido de sudanesa condenada à morte diz não ter sido avisado sobre libertação

Massacre em igreja no norte da Nigéria deixa ao menos 12 mortos

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.