Internacional

23/12/2012 às 08h19 (Atualizado em 23/12/2012 às 08h49)

Vice-presidente venezuelano diz que Chávez está cada vez melhor

Maduro desmentiu rumores de morte e pediu mais respeito da oposição

EFE

Maduro recebe imprensa e simpatizantes do governo no dia 20 para falar sobre saúde de Chávez: aparições do vice têm sido constantes 20.12.2012/Divulgação/Palácio Miraflores/Reuters

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste sábado (22) que a recuperação do presidente, Hugo Chávez, "se consolida" após sua nova operação em Cuba.

O futuro sucessor do bolivariano exigiu da oposição que respeite o governante ao responsabilizá-la de comandar "guerras de rumores".

Maduro destacou que o presidente recebe "os melhores tratamentos que pode ter para sua efetiva recuperação" após ser operado em Havana pela quarta vez nos últimos 18 meses por causa do ressurgimento do câncer que lhe foi detectado em meados do ano passado.

Maduro se referiu, além disso, a um comunicado divulgado ontem pela aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que criticou os altos funcionários do governo pelo "engano sistemático" sobre a saúde de Chávez.

María Gabriela Chávez, filha do presidente venezuelano, pediu em sua conta na rede social Twitter que cessem as "mentiras" sobre a condição de saúde de seu pai ao exigir respeito à família e ao povo venezuelano depois que Maduro desmentiu rumores atribuídos a versões jornalísticas sobre a suposta morte de Chávez.

Não às novas eleições

A oposição vem pressionando o governo para saber se Chávez terá condições de assumir seu novo mandato presidencial, o quarto seguido (o terceiro da constituição vigente), cuja posse está marcada para o próximo dia 10.

Enquanto a oposição sonha com uma nova eleição, o governo vem negando a proposta diariamente.

Neste sábado, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, voltou a afirmar que o país não irá convocar um novo pleito.

— Isso não vai acontecer porque nosso presidente se chama Hugo Chávez. Ele foi reeleito e está no coração de todos os venezuelanos.

A Constituição do país, proposto pelo próprio Chávez, em 1999, e aprovada no mesmo ano em referendo, prevê que o presidente eleito asssuma o cargo em 10 de janeiro, durante posse na Assembleia Nacional.

Segundo a Carta, novas eleições devem ser convocadas, caso a Assembleia Nacional determine "completa ausência" do presidente, em razão de morte, impedimento físico e mental ou renúncia ao trabalho.

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