Adolescente mata jovem a tiros por ciúme da namorada em Elói Mendes (MG)
Vítima contou com a ajuda de outro menor e ambos confessaram o crime
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Um adolescente de 17 anos foi apreendido e confessou ter assassinado um jovem a tiros em Elói Mendes, no sul de Minas Gerais. Outro menor de idade também foi detido e admitiu ter participado do crime junto com o amigo.
Na delegacia de Polícia Civil, o autor dos disparos disse que não sente arrependimento de ter matado Rodrigo Jardulio da Silva, de 20 anos, e que cometeu o crime por ciúmes da namorada, uma adolescente de 15 anos.
— Ele ficava dando em cima da minha mulher e ela contou para mim. Aí, em uma confusão, ele me deu uma coronhada e a mãe da minha namorada chegou a denunciá-lo na delegacia.
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Após a briga, o suspeito conta que Silva começou a ameaçar sua namorada, que morava em uma casa vizinha. Ele relatou ainda que o rival passou a andar sempre com um facão para intimidar a jovem.
— Ele passava com um facão em frente à casa da minha namorada e falava que "cagueta (pessoa que denuncia outras)" morre na faca.
Por causa das ameaças, o menor decidiu matar o rival e, com a ajuda de um colega, atirou na vítima na porta da casa onde ela morava. Em seguida, ambos fugiram e foram detidos após roubarem duas bicicletas para voltarem à Varginha, cidade vizinha onde ambos os suspeitos moram.
Já a arma utilizada no crime foi encontrada em um matagal às margens da rodovia de acesso entre Elói Mendes e Varginha. Ela tinha sido comprada uma semana antes em Pouso Alegre. Ambos foram encaminhados à delegacia e Elói Mendes.
Revolta
O assassinato de Silva revoltou os pais dele. Ainda muito abalada, a mãe do rapaz, Maria Neusa Jardulio, acredita que a garota tenha sido o motivo principal do crime.
— O que mais dói é você ficar cara a cara com o assassino e ele falar que matou por causa de uma garota de 15 anos.
Já o pai do rapaz contou que, após ouvir os tiros, perguntou o que estava acontecendo, mas ninguém respondeu. Ao sair da residência, encontrou o filho caído no chão e morrendo.
— Amanhã eles já estarão soltos porque não temos lei.










