‘Meu mundo desabou’, diz mãe após filho ser espancado por padrasto em BH
Suspeito, de 30 anos, foi preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado; adolescente de 13 anos teve fratura facial
Minas Gerais|Cler Santos, do R7; Stéphanie Lisboa e Shirley Barroso, da RECORD Minas

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Um homem de 30 anos foi preso após agredir o enteado, de 13 anos, com socos e pontapés, na manhã dessa sexta-feira (1º), no bairro Venda Nova, em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, ele foi conduzido à Delegacia de Plantão em Atendimento à Mulher, na capital, onde teve a prisão em flagrante ratificada pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, dano e ameaça. Após os procedimentos, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Medidas protetivas também foram solicitadas.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma prima da vítima presenciou as agressões e acionou o pai da menina, que é policial civil. O agente e a esposa, também policial, foram até o imóvel, conseguiram conter o suspeito e realizar a prisão. O homem foi algemado e levado para a delegacia.
O adolescente sofreu diversos ferimentos pelo corpo, incluindo uma fratura facial. Ainda conforme o registro, esta não teria sido a primeira vez que o garoto foi agredido, mas ele era ameaçado pelo padrasto para não revelar os episódios de violência.
Em entrevista, a mãe da vítima, que preferiu não se identificar, relatou o desespero ao encontrar o filho ferido. “Não sei de onde surgiu a força, tirei um lutador de 95 quilos de cima do meu filho. Quando consegui, ele estava todo ensanguentado, com o rosto coberto de sangue, a boca machucada e o olho roxo”, contou.
Ela afirmou que desconhecia agressões anteriores e disse se sentir abalada. “Eu nunca soube disso. Estou me sentindo, no termo popular, menos mãe por não ter percebido antes. Ele me contou que já tinha levado uma paulada na cabeça e um soco no estômago, mas ficou calado porque foi ameaçado”, disse.
A mulher também revelou que o suspeito teria feito novas ameaças mesmo após a prisão. “Na UPA, ele falou, perto dos policiais, que fez pouco e que faria mais, que estava disposto a matar. Eu só quero que ele pague pelo que fez e que fique longe da gente”, afirmou.
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