Moradores vizinhos ao viaduto temem saques ao serem removidos de casa
Preocupação das 186 famílias é com a segurança dos bens que vão ficar no local
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

Depois de ficarem sabendo que vão ter que sair de casa, a preocupação das 186 famílias que moram ao lado do viaduto Guararapes, que desabou no início do mês matando duas pessoas, agora é com a segurança.
De acordo com Ana Cristina Dumond, advogada dos moradores, o medo é que os bens das famílias sejam roubados, já que todos os imóveis ficarão vazios.
— Já estamos analisando uma forma protetiva que garanta a integridade física das pessoas e dos bens materiais delas. Não basta apenas falar que vai retirar, levar para um hotel e dar comodidade. É preciso preservar os bens materiais que essas pessoas adquiriram com o esforço do seu trabalho.
Os dois condomínios residenciais e uma escola particular que atendia 400 alunos serão evacuados. A decisão veio depois da divulgação da perícia que apontou falhas no projeto do viaduto: a alça norte, que permaneceu de pá, foi construída com o mesmo problema que provocou o desabamento do viaduto sustentado pela alça sul. Foi usado apenas 10% do aço devido, o que sobrecarrega a sustentação da estrutura.
O cadastramento das famílias começou a ser feito nessa quarta-feira (23). Segundo a Defesa Civil, a Cowan, empresa responsável pela execução da obra, vai arcar com as despeses para acomodar os moradores em hotéis.
A autônoma Senita Meireles sabe apenas que poderá levar poucas coisas, entre roupas e documentos.
— Nós vamos sair da nossa casa, do nosso lar, que nós custamos a conseguir. Como que vão fazer com as nossas coisas? Será que quando voltarmos nosso apartamento vai estar de pé?
A Prefeitura de Belo Horizonte ainda não informou quando os moradores serão retirados e nem quanto tempo ficarão fora de casa.















