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Diário de bordo: atrasos e falta de informações nos trens são constantes, diz estudante sobre ramal Japeri

Amanda Araújo, de 21 anos, é moradora de Ricardo de Albuquerque; leia o relato dela

Rio de Janeiro|Do R7

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Usuários João Paulo Barbosa e Amanda Araújo reclamam dos atrasos no ramal Japeri; Na foto, estação Nova Iguaçu
Usuários João Paulo Barbosa e Amanda Araújo reclamam dos atrasos no ramal Japeri; Na foto, estação Nova Iguaçu

Panes que interrompem a circulação de trens viraram rotina e revoltam passageiros no Rio. A pedido do R7, usuários relataram durante uma semana de setembro suas viagens de ida e volta ao trabalho/escola/faculdade nos ramais Saracuruna, Japeri e Santa Cruz.

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Amanda Araújo, de 21 anos, é moradora de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio. Ela utiliza o transporte geralmente nos dias de semana e relatou que atrasos e problemas para a liberação da via são constantes. Além disso, a estudante disse que faltam informações sobre como agir nessas situações.

Leia o relato a seguir:


“Pego trem todos os dias de manhã na estação Ricardo de Albuquerque, que faz parte do ramal de Japeri. Normalmente, chego na plataforma entre 6h e 6h30. No dia 17 de setembro, eu fiquei dez minutos esperando um trem que, segundo os alto-falantes, chegaria em três minutos. Como sempre volto da faculdade no meio da tarde, consigo viajar sentada e sem problemas.

No dia seguinte, cheguei à estação às 6h e estava lotada. O trem que chegou também estava bem cheio e quase ninguém entrou. Peguei um em direção à Japeri e desci em Olinda, que fica uma estação antes da minha, para ver se conseguia pegar um mais vazio, mas não adiantou.


Esse horário sempre tem vendedor atrapalhando a viagem. Além de o trem estar cheio, eles param no meio do caminho e fica difícil para os passageiros desembarcarem.

No dia 19 de setembro, peguei o trem por volta das 8h e ele ficou parado por cerca de oito minutos em Deodoro, na zona norte do Rio, por causa do fechamento das portas e mais dez minutos no caminho para a Central para liberar o tráfico.


No dia 20 de setembro, ele ficou parado por quase cinco minutos em Madureira, mas não fomos informados sobre o porquê.”

Outro lado

Em resposta aos atrasos, superlotação, estações e problemas estruturais, a SuperVia disse que tem trabalhado para ampliar o número de lugares ofertados e viagens realizadas por dia. A empresa informou que, no ano passado, 30 trens novos entraram em circulação. A concessionária disse ter antecipado a compra de mais 20 novas composições, que começarão a circular em fevereiro de 2014. Como parte de seu investimento, o governo também encomendou outras 60 novas composições, que deverão começar a entrar em circulação no próximo ano.

A SuperVia ainda afirmou que o novo sistema de sinalização reduzirá o intervalo entre os trens pela metade.

Sobre a falta de informações em casos de panes e atrasos, a SuperVia disse que mantém a comunicação com os passageiros por meio do CCO (Centro de Controle Operacional).

A concessionária disse, a respeito dos ambulantes não autorizados, que realiza periodicamente operações para coibi-los. Hoje, a SuperVia tem parcerias com a TIM, Infoglobo, Nestlé e Ambev para vendas de produtos dessas empresas nos seus trens e estações. Desde o início do ano, já foram retirados 9.211 ambulantes das composições. 

Larissa Kurka, Nayana Alcântara e Paulo Henrique Rosa, do R7

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