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OMS declara que atual epidemia de ebola é a mais grave da história

Órgão também mostra preocupação pelo potencial de propagação internacional do vírus 

Saúde|Do R7

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Atual epidemia de ebola na África é a mais grave já registrada
Atual epidemia de ebola na África é a mais grave já registrada

A atual epidemia de ebola na África é a mais grave já registrada devido ao número de pessoas infectadas, de mortos e por sua distribuição geográfica em três países simultaneamente, alertou nesta quinta-feira (26) a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O organismo reconheceu estar preocupado pelo potencial de propagação internacional do vírus a partir dos três países onde se detectaram casos até agora: Guiné, Libéria e Serra Leoa. A doença causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de 90%.


Segundo o diretor regional da OMS para a África, Luis Sambo, "não se trata de uma epidemia específica de um país, mas de uma crise sub-regional que requer uma ação firme dos governos e outras entidades".

— A OMS está alarmada pela transmissão atual da epidemia aos países vizinhos, assim como por seu potencial de propagação internacional posterior.


OMS assume que epidemia de ebola na África Ocidental não está controlada

A organização enviou 150 especialistas para a região para trabalhar em atividades como vigilância epidemiológica, comunicação, mobilização social, luta contra a infecção, logística e gestão de dados. Apesar disso, o número de doentes e mortos aumenta a cada dia, enquanto os distritos afetados aumentaram nas últimas três semanas.


Entenda: ebola é doença infecciosa grave que atinge principalmente os países da África

Segundo os últimos dados, até o dia 23 tinham sido registrados 635 casos e 399 mortes, sendo 396 e 280 em Guiné; 176 e 46 na Libéria; e 63 e 41 em Serra Leoa. Diante da gravidade da situação e da necessidade de coordenar esforços, a OMS confirmou que convocou os ministros de saúde de onze países africanos para uma reunião especial em Gana na semana que vem.

O objetivo é adotar decisões coletivas para solucionar a crise sanitária e coordenar medidas entre os países afetados. O contágio da doença se produz por contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.

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