Logo R7.com
RecordPlus

Ministério da Saúde cria comitê para negociar preços e incluir remédios de alto custo no SUS

Meta é obter mais de 50% de desconto e ampliar a oferta de medicamentos contra câncer e doenças autoimunes

Saúde|Da Agência Brasil

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Saúde criou um comitê para negociar preços de medicamentos de alto custo a serem incorporados no SUS.
  • O objetivo é adquirir remédios em grande volume por preços menores, permitindo a inclusão de novos medicamentos no sistema.
  • A Conitec é responsável por acionar o comitê para negociar preços, especialmente para medicamentos únicos ou com aumentos expressivos de preço.
  • O comitê busca descontos superiores a 50% e segue um modelo já adotado em mais de 40 países.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Permanente, o comitê segue um modelo que já funciona em 40 países Marcello Casal Jr./Agência Brasil - Arquivo

O MS (Ministério da Saúde) institui, nesta quinta-feira (23), um comitê de negociação de preços para compra de medicamentos a serem incorporados ao SUS (Sistema Único de Saúde).

A ideia é conseguir adquirir remédios em grande volume por um preço menor e aproveitar o espaço no orçamento para incorporar novos remédios no rol do SUS, como medicamentos de alto custo para tratar câncer ou doenças autoimunes.


O comitê é permanente, tem caráter técnico e a expectativa do ministério é conseguir um desconto superior a 50% a partir de negociações por medicamentos novos ou recém-incorporados ao SUS.

“Estamos modernizando a forma com a qual o Ministério da Saúde faz a negociação de preços, dando regras mais claras e garantias para o ministério obter um preço melhor e mais justo, para sobrar orçamento para outros investimentos, investimentos em outras tecnologias”, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri.


O comitê de negociação de preços deverá ser acionado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) — órgão responsável por recomendar e dar a palavra final sobre a incorporação de novos medicamentos na rede pública.

Como vai funcionar

Caso um medicamento seja único no mercado, ou seja, produzido por apenas um laboratório — o que impede a compra por licitação —, o comitê poderá atuar negociando valores mais baixos. Como o SUS é um grande comprador, adquirindo R$ 31,3 bilhões por ano em vacinas, medicamentos e insumos, existe margem para a negociação de preços.


O comitê também poderá atuar nos casos de medicamentos já incorporados, mas que apresentaram um aumento expressivo de preço. Nessas situações, a secretaria responsável pela demanda no ministério é quem aciona o grupo.

Esse modelo já existe em mais de 40 países — Canadá, Inglaterra, Austrália e França, por exemplo, já fazem esse tipo de negociação. A ideia circulava há bastante tempo no Ministério da Saúde, mas só recentemente se tornou uma política oficial da pasta.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.