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Análise: Brasil deve se manter na liderança da exportação de carne bovina nos próximos anos

Em entrevista exclusiva à RECORD NEWS, presidente da Abiec fala sobre recorde de vendas externas da proteína brasileira em 2025

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 2025, Brasil bateu recorde de exportação de carne bovina com 3,5 milhões de toneladas e receita de US$ 18 bilhões.
  • Roberto Perosa, presidente da Abiec, afirma que o Brasil é o maior produtor e exportador de carne bovina, superando os EUA.
  • A abertura de mercado para a China é vista como benéfica, diversificando as opções para os produtores brasileiros.
  • 98% das exigências em relação ao desmatamento são cumpridas, o que não deve ser um empecilho para negociações com a União Europeia.

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Em 2025, o Brasil bateu todos os recordes na exportação de carne bovina. No período, foram embarcadas mais de três milhões e meio de toneladas para cerca de 170 países, gerando uma receita de US$ 18 bilhões (aproximadamente R$ 89,7 bilhões, na cotação atual) em receita.

Em entrevista exclusiva à RECORD NEWS, Roberto Perosa, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), diz que, apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o país conseguiu crescer pela alta capacidade de produção — além de ser o maior exportador de carne bovina, o Brasil é atualmente o maior produtor, ultrapassando os americanos.


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“Ao redor do mundo, o ciclo pecuário vem se reduzindo ou está em um momento de baixa. E o Brasil, com sua alta capacidade produtiva, pela sua alta tecnologia empregada no campo, capacidade do pecuarista de produzir, das indústrias de processarem a matéria-prima, se consolidou como esse grande e potente exportador de carne bovina para o mundo todo. Então, a tendência é que a gente se mantenha na liderança, pelo menos nos próximos anos, a depender de adventos da natureza”, afirma.

Perosa classificou a abertura de mercado para a China como “benéfica” para a pecuária brasileira. “É sempre boa a diversificação de mercados, ter opções para as empresas produtoras. Isso é sempre muito positivo. Mas a China é uma grande parceira do Brasil e nós vendemos para a China aquilo que, basicamente, não tem tanto consumo no Brasil”, pontua.


Segundo ele, questões como qualidade da fiscalização sanitária brasileira, saudabilidade da carne e criação do gado à base de pasto, essencialmente, levaram à possibilidade de abertura de novos mercados para os produtores nacionais.

Sobre a questão ambiental da pecuária, o presidente da Abiec esclareceu que 98% das exigências em relação ao desmatamento são cumpridas e que esse não será um empecilho para negociações com a União Europeia.

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