Análise: Brasil deve se manter na liderança da exportação de carne bovina nos próximos anos
Em entrevista exclusiva à RECORD NEWS, presidente da Abiec fala sobre recorde de vendas externas da proteína brasileira em 2025
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Em 2025, o Brasil bateu todos os recordes na exportação de carne bovina. No período, foram embarcadas mais de três milhões e meio de toneladas para cerca de 170 países, gerando uma receita de US$ 18 bilhões (aproximadamente R$ 89,7 bilhões, na cotação atual) em receita.
Em entrevista exclusiva à RECORD NEWS, Roberto Perosa, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), diz que, apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o país conseguiu crescer pela alta capacidade de produção — além de ser o maior exportador de carne bovina, o Brasil é atualmente o maior produtor, ultrapassando os americanos.
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“Ao redor do mundo, o ciclo pecuário vem se reduzindo ou está em um momento de baixa. E o Brasil, com sua alta capacidade produtiva, pela sua alta tecnologia empregada no campo, capacidade do pecuarista de produzir, das indústrias de processarem a matéria-prima, se consolidou como esse grande e potente exportador de carne bovina para o mundo todo. Então, a tendência é que a gente se mantenha na liderança, pelo menos nos próximos anos, a depender de adventos da natureza”, afirma.
Perosa classificou a abertura de mercado para a China como “benéfica” para a pecuária brasileira. “É sempre boa a diversificação de mercados, ter opções para as empresas produtoras. Isso é sempre muito positivo. Mas a China é uma grande parceira do Brasil e nós vendemos para a China aquilo que, basicamente, não tem tanto consumo no Brasil”, pontua.
Segundo ele, questões como qualidade da fiscalização sanitária brasileira, saudabilidade da carne e criação do gado à base de pasto, essencialmente, levaram à possibilidade de abertura de novos mercados para os produtores nacionais.
Sobre a questão ambiental da pecuária, o presidente da Abiec esclareceu que 98% das exigências em relação ao desmatamento são cumpridas e que esse não será um empecilho para negociações com a União Europeia.
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