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Clima e greening: entenda o que prejudicou as exportações de suco de laranja no início da safra

Entre julho e setembro, o Brasil embarcou 199,7 mil toneladas em equivalente concentrado, uma redução de 4% em relação ao mesmo período do ciclo anterior

Agronegócios|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil exportou 199,7 mil toneladas de suco de laranja entre julho e setembro.
  • Essa quantidade representa uma redução de 4% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.
  • Fatores como clima e a doença "greening" afetaram as exportações.
  • A análise detalha as consequências para a indústria do suco de laranja no país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As exportações brasileiras de suco de laranja iniciaram a safra 2025/2026 com um declínio de 15% na receita. Entre julho e setembro, o país embarcou 199,7 mil toneladas em equivalente concentrado, uma redução de 4% quando comparada ao mesmo período do ciclo anterior.

Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (23), Renato Ribeiro, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), diz que a temporada passada foi marcada por um baixo volume e dificuldades na produção devido ao clima desfavorável e avanço do greening — doença bacteriana que causa grandes prejuízos à citricultura mundial — nos pomares brasileiros.


“A gente vem num cenário de oferta bastante limitada, com a qualidade aquém do potencial e, consequentemente, os preços foram a patamares bastante altos. [...] Isso, de certa forma, fez com que o consumo tivesse uma certa limitação”, explica.

Doença de greening diminuiu a oferta e prejudicou a qualidade da colheita Reprodução/Record News

Ribeiro considera que esse impacto negativo na produção se refletiu nas vendas para a União Europeia. “Ninguém quer pagar caro em um produto de qualidade inferior”, pondera. Por outro lado, mesmo diante do tarifaço americano, os embarques para os Estados Unidos e para o continente europeu praticamente se equilibraram.


“Isso é bom tanto para o produtor quanto para nossas divisas. [...] Imagina se essa tarifação tivesse prosseguido? Qual seria o impacto, sendo que os Estados Unidos estão com uma participação bem interessante em termos de mercado nesse momento?”, indaga.

Apesar dos desafios, o pesquisador destaca que a expectativa é que, agora, “com um pouco de qualidade entrando mais, talvez o mercado possa se recuperar”.

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