Entenda por que o ovo de Páscoa continua caro mesmo com a queda no preço do cacau
Famílias buscam encaixar chocolate no orçamento da data festiva; estoques comprados na alta justificam valores elevados
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O aumento no preço dos ovos de Páscoa tem levado as famílias brasileiras a revisarem o orçamento para encaixar o tradicional chocolate na celebração da data. Apesar de o cacau ter registrado queda nas bolsas internacionais, o alívio ainda não é sentido no bolso dos consumidores.
“O que está acontecendo agora é que esse chocolate que está na prateleira dos supermercados foi feito com um cacau produzido ou comprado há seis meses, quando o preço da matéria-prima no mercado internacional estava nas alturas, próximo ao recorde histórico”, diz Daniel Vargas, professor da FGV EESP (Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo).

Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (2), o professor pontua que esse cenário gera defasagem na atualização dos preços em decorrência do elevado custo de produção.
“Se nós formos olhar o preço do cacau nos últimos dez anos no mercado internacional, na média, esse preço girava em torno de US$ 3 mil a tonelada. Em 2024, houve uma grave crise na oferta de cacau nos dois principais fornecedores do mundo, que são Gana e Costa do Marfim. Juntos, respondem por 60% da oferta internacional. Como resultado dessa crise, houve um desabastecimento de cacau no mercado e o preço foi às alturas, bateu a casa de US$ 12 mil a tonelada”, explica.
Segundo Vargas, a situação revela um panorama comum na economia: “O produtor lá na ponta, quando vai vender o seu produto, tem uma margem muito estreita, o produto está muito desvalorizado, voltou ao que era o padrão histórico”.
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