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Entenda por que o ovo de Páscoa continua caro mesmo com a queda no preço do cacau

Famílias buscam encaixar chocolate no orçamento da data festiva; estoques comprados na alta justificam valores elevados

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O preço elevado dos ovos de Páscoa faz famílias ajustarem seus orçamentos para incluir o chocolate na celebração.
  • A queda no valor do cacau no mercado internacional ainda não é refletida nos preços ao consumidor.
  • Os chocolates disponíveis foram produzidos com cacau comprado há meses, quando os preços estavam altos.
  • Professor Daniel Vargas destaca a defasagem na atualização dos preços, onde as empresas aumentam rapidamente, mas têm dificuldade em reduzir os valores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O aumento no preço dos ovos de Páscoa tem levado as famílias brasileiras a revisarem o orçamento para encaixar o tradicional chocolate na celebração da data. Apesar de o cacau ter registrado queda nas bolsas internacionais, o alívio ainda não é sentido no bolso dos consumidores.

“O que está acontecendo agora é que esse chocolate que está na prateleira dos supermercados foi feito com um cacau produzido ou comprado há seis meses, quando o preço da matéria-prima no mercado internacional estava nas alturas, próximo ao recorde histórico”, diz Daniel Vargas, professor da FGV EESP (Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo).


A imagem mostra um corredor de supermercado com uma grande exposição de ovos de chocolate pendurados em uma estrutura metálica. Os ovos estão embalados em papéis brilhantes nas cores dourado, vermelho, azul, prata e amarelo, dispostos lado a lado. Há etiquetas de preço presas ao expositor, com valores como 29,99 e 39,99. Abaixo e ao fundo, prateleiras exibem caixas de chocolates e outros produtos organizados. Um braço estendido alcança um dos ovos, enquanto outras pessoas circulam pelo corredor.
Crise na produção em Gana e na Costa do Marfim influenciou alta dos preços Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (2), o professor pontua que esse cenário gera defasagem na atualização dos preços em decorrência do elevado custo de produção.

“Se nós formos olhar o preço do cacau nos últimos dez anos no mercado internacional, na média, esse preço girava em torno de US$ 3 mil a tonelada. Em 2024, houve uma grave crise na oferta de cacau nos dois principais fornecedores do mundo, que são Gana e Costa do Marfim. Juntos, respondem por 60% da oferta internacional. Como resultado dessa crise, houve um desabastecimento de cacau no mercado e o preço foi às alturas, bateu a casa de US$ 12 mil a tonelada”, explica.


Segundo Vargas, a situação revela um panorama comum na economia: “O produtor lá na ponta, quando vai vender o seu produto, tem uma margem muito estreita, o produto está muito desvalorizado, voltou ao que era o padrão histórico”.

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