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‘Uma tarifa dessas deixa o Brasil fora de competitividade’, diz presidente da Abipesca

Setor de pescados tenta reverter possível taxação de 37,5% nos Estados Unidos e alerta para impactos sobre exportações e empregos

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O setor brasileiro de pescados enfrenta possível taxação de 37,5% nos EUA, ameaçando a competitividade das exportações.
  • Os EUA representam cerca de metade da receita de exportações de pescado do Brasil, com a tilápia sendo altamente dependente deste mercado.
  • A Abipesca busca convencer autoridades americanas de que a tarifa não beneficiaria a economia dos EUA e prejudicaria empregos no Brasil.
  • O setor está diversificando mercados, expandindo para a Ásia, Austrália, Oriente Médio e aguardando reabertura do mercado europeu.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O setor brasileiro de pescados se prepara para defender suas exportações em uma audiência pública nos Estados Unidos, marcada para 6 de julho. A preocupação é com a possibilidade de novas tarifas sobre os produtos brasileiros, o que elevaria a taxação para 37,5% e poderia comprometer a competitividade do setor no principal mercado externo para diversas espécies produzidas no país.

Segundo Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), os Estados Unidos representam cerca de metade da receita obtida com as exportações brasileiras de pescado. No caso da tilápia, mais de 90% do volume exportado tem como destino o mercado norte-americano. “Quando acontece uma tarifa dessa, ela deixa o país totalmente fora de competitividade”, afirma. Segundo ele, outros fornecedores internacionais passariam a oferecer o produto a preços mais atrativos para os importadores americanos.


Lobo destacou que o setor não vê justificativa econômica para a inclusão dos pescados brasileiros na lista de produtos sujeitos à tarifa. “Os pescados brasileiros não competem com os pescados americanos. Nós somos fornecedores, nós não somos competidores”, diz.

A expectativa da entidade é convencer as autoridades norte-americanas de que a medida não traria benefícios relevantes para a economia dos Estados Unidos, mas poderia causar impactos significativos na geração de emprego e renda no Brasil.


Apesar da preocupação, o setor aposta na diversificação de mercados para reduzir a dependência dos Estados Unidos. Nos últimos anos, exportadores ampliaram negócios na Ásia, na Austrália e no Oriente Médio, além de aguardarem uma possível reabertura do mercado europeu. “O Brasil tem todas as condições de ser um grande player internacional. Nós temos uma quantidade de água muito importante para cultivar; temos uma costa e uma parte do Oceano Atlântico toda para ser explorada. A gente tem uma capacidade industrial importante”, afirma o presidente da Abipesca.

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