À RECORD, Durigan diz que comércio varejista vive mudança de hábitos com avanço das compras online
Ministro afirma que economia brasileira está bem e que varejo cresceu 2% no primeiro semestre de 2026
Brasília|Flávia Alvarenga, da RECORD Brasília, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, minimizou as dificuldades enfrentadas por grandes empresas do varejo brasileiro e afirmou, em entrevista exclusiva à RECORD nesta quinta-feira (3), que o setor não passa por uma crise generalizada.
Segundo ele, o fechamento de lojas tradicionais faz parte de um processo de transformação do mercado, impulsionado principalmente pela mudança nos hábitos de consumo e pelo avanço das compras pela internet.
Ao JR Entrevista, Durigan afirmou que “não há crise específica na economia brasileira” e destacou que a atividade econômica segue apresentando desempenho positivo. Como exemplo, citou o comportamento do varejo, que, segundo os dados mencionados pelo ministro, cresceu 2% entre janeiro e junho de 2026.
Há mudanças de cenário no hábito de consumo. As pessoas passaram a consumir muito mais pela via digital do que indo nas lojas desses varejistas e comprando. Existe esse número. É um número conhecido. E eu digo aqui a vocês: antes da pandemia, o comércio varejista se dava até 8% pelo e-commerce, pela venda digital. Depois da pandemia, teve um incentivo grande para a mudança de hábito. Isso não seguiu crescendo como na pandemia, mas seguiu bastante grande. Hoje, mais de 20% das vendas do varejo são feitas pela internet.
O Jornal da Record desta quinta-feira vai exibir trechos da entrevista, a partir das 19h55.
Além disso, a íntegra da entrevista com Durigan vai ao ar às 22h30 desta quinta, na RECORD News. O programa também estará disponível no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
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O ministro comentou que, no momento das eleições, tudo tende a ser polarizado e que há “algum exagero nessas explicações” que tentam associar a recuperação judicial de marcas tradicionais a uma crise nacional.
Para Durigan, a dificuldade enfrentada por algumas redes precisa ser analisada dentro de uma transformação mais ampla no setor. Ele avalia que parte das empresas tradicionais ainda está se adaptando à migração dos consumidores para o ambiente digital.
“Isso mudou em razão da concorrência bancária, de ter muitas fintechs no país. Os cartões hoje que são utilizados para essas compras não são mais os cartões dessas lojas. Então, elas tiveram uma redução muito drástica dessa receita financeira, passando a depender muito fortemente da venda física, que passou muito também para o campo digital”, analisou Durigan.
Foram vários movimentos que justificam a dificuldade de algumas empresas. Então, a gente não tem que entrar num Fla-Flu, porque não há crise específica na economia brasileira. A economia brasileira vai bem. Nós temos dificuldades e desafios que nós precisamos reconhecer.
O ministro também disse que os consumidores não vão ficar sem opções para fazer compras.
“Não há crise. Você, você que nos assiste, que às vezes tem uma loja sendo fechada, você vai seguir tendo opções para comprar os seus produtos, seja em outras lojas concorrentes, seja pelo mercado digital. A gente estava discutindo a taxa das blusinhas. O apelo é tamanho para não ter taxa de blusinha por conta das pessoas que compram pelo digital. Toda a discussão política da taxa das blusinhas passa pela importância do digital. Se não fosse importante, não seria um tema de tanta relevância para a discussão nacional.”
Juros altos pressionam consumo
Apesar de atribuir parte relevante das dificuldades à transformação do mercado, Durigan reconheceu que há outros fatores que pressionam as empresas do setor. Um deles é o nível elevado dos juros.
“Eu não estou dizendo com isso que a taxa de juros não atrapalha essas empresas. As empresas de varejo, em especial, têm uma margem de lucro pequena, e elas dependem muito de crédito para sobreviver. As pessoas, quando compram o seu sofá ou seu móvel, usam crédito para não ter que desembolsar tudo de uma vez. E, quando a taxa de juros é mais alta, isso inibe essa compra, reduz o consumo.”
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