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Ação de Flávio Bolsonaro contra Lula por ameaça será relatada por Nunes Marques

Caso se baseia em um discurso proferido pelo presidente na semana passada, no município de Catalão (GO)

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Nunes Marques foi sorteado como relator da ação de Flávio Bolsonaro contra Lula no STF.
  • Flávio Bolsonaro acusa Lula de ameaça e incitação ao crime em discurso em Catalão (GO).
  • A defesa do senador solicita inquérito alegando que Lula estimulou violência contra Flávio Bolsonaro.
  • Após o discurso, houve mais de 1.600 postagens ameaçadoras contra Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nunes Marques decidirá se há elementos para dar andamento à investigação ou se arquiva a ação Marcelo Camargo/Agência Brasil - 30.06.2023

O ministro Nunes Marques foi sorteado relator, no STF (Supremo Tribunal Federal), da notícia-crime apresentada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O parlamentar acusa o chefe do Executivo de ameaça e incitação ao crime. A ação se baseia em um discurso proferido por Lula na semana passada, no município de Catalão (GO).


Na ocasião, ao criticar a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro no exterior, o presidente condenou a proximidade da família com autoridades americanas e associou o episódio a recentes decisões tarifárias dos Estados Unidos contra o Brasil.

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No trecho mais sensível do discurso, o presidente declarou:


“Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, pensem, meditem...”, disse.

Na petição, a defesa de Flávio Bolsonaro solicita a abertura de um inquérito para investigar o petista, sustentando que as declarações estimularam a prática de violência.


Gravidade

Segundo a defesa, Lula proferiu falas que configuram os delitos de ameaça e de incitação ao crime, na medida em que ele teria instigado os ouvintes a cometerem o crime de homicídio por enforcamento contra Flávio Bolsonaro.

Com a distribuição do caso, caberá ao ministro Nunes Marques analisar o pedido e decidir se há elementos suficientes para dar andamento à investigação ou se arquiva a queixa-crime.


Segundo levantamento técnico incluído no documento, nas 24 horas seguintes ao discurso do presidente, a plataforma X (antigo Twitter) registrou mais de 1.600 postagens com ameaças explícitas direcionadas ao senador e seus familiares, utilizando termos como “matar”, “fuzilar” e “esfaquear”.

Além disso, houve mais de de 500 publicações contendo ameaças veladas ou celebrações de atos violentos.

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