Lula defende investigação sobre Lulinha e rejeita pedido para arquivar caso
Presidente afirma que confia no filho, mas diz que ele deverá responder à Justiça se as suspeitas forem comprovadas
Brasília|Do R7
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende pedir o encerramento ou o arquivamento das investigações que envolvem seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Alvo de apurações da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência no governo federal para favorecer empresas parceiras, o empresário foi defendido pelo pai durante entrevista a um podcast nesta sexta-feira (14).
Lula afirmou que quer que a investigação contra o filho siga normalmente, sem qualquer tipo de privilégio. “Meu filho sabe que ele não pode fazer nada errado. Ele jura, ele jura por tudo que é sagrado, que ele não tem nada. Eu acredito nele, mas eu já disse aos advogados: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho”, disse.
“Eu quero que ele seja investigado, não tem problema nenhum. Eu só quero que ele faça como eu fiz. Fiquei 580 dias na cadeia e saí com a cabeça mais erguida do que quando eu entrei. Porque só ele sabe a verdade. Só ele. Eu não sei a verdade. Ele sabe a verdade. Se ele fez ou não fez, ele jura que não fez. Se não fez, então brigue. Não se acovarde”, acrescentou Lula.
Apesar de dizer acreditar na inocência do filho, Lula afirmou que, caso as investigações apontem responsabilidade, Lulinha deverá responder pelos atos. “Se meu filho tiver culpa, ele pagará.”
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Investigação da PF
A Polícia Federal apura indícios de que Lulinha teria atuado para influenciar contratos do Ministério da Saúde em favor do também empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como “Careca do INSS”.
No pedido, a PF menciona haver suspeitas de tráfico de influência cometidas na pasta da Saúde e no Palácio do Planalto. Assim, o objetivo da investigação é descobrir se o filho de Lula teria facilitado o acesso ao governo federal em troca de pagamentos.
O nome de Fábio Luís surgiu nas investigações sobre desvios de aposentadorias devido à relação dele com Antônio Camilo, considerado o líder do esquema. Em um documento protocolado pelo próprio Lulinha no STF, o filho do presidente admite que viajou para Portugal com despesas pagas pelo “Careca do INSS”.
Defesa cita “pesca probatória”
Advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho diz que a investigação causa “estranheza” à defesa, mas que encara a situação “com tranquilidade”.
Segundo Marco Aurélio, a independência da PF deve ser exercida com responsabilidade. Para o advogado, a medida transmite a impressão de que a corporação promove uma “pesca probatória”, expressão usada para se referir a buscas genéricas por provas, mas sem indícios concretos.
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