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OAB aponta irregularidades em buscas contra Willer Tomaz e pede para entrar em investigação

Agentes da PF teriam fotografado documentos em celulares particulares e apreendido aparelho de advogado que não era alvo

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A OAB solicitou ao STF para participar como assistente na investigação de possíveis irregularidades em busca no escritório Willer Tomaz Advogados Associados.
  • Relatos indicam que agentes da Polícia Federal teriam fotografado documentos em celulares pessoais e apreendido o celular do advogado Eugênio Aragão, que não era alvo da operação.
  • O ministro do STF, André Mendonça, havia determinado que a busca se limitasse aos alvos da investigação, excluindo outros advogados e sócios do escritório.
  • A OAB alega que as medidas de proteção ao sigilo profissional podem não ter sido respeitadas durante a operação.

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André Mendonça
Pedido de busca e apreensão foi autorizado pelo ministro do STF André Mendonça Gustavo Moreno/STF - 13.08.2026

O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ingressar como assistente na investigação que apura possíveis irregularidades durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no escritório Willer Tomaz Advogados Associados.

A entidade afirma ter identificado possíveis violações durante a operação e pede que o STF acompanhe o caso para garantir o cumprimento das regras de proteção ao sigilo profissional.


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Segundo relato anexado à petição, feito por um advogado que acompanhou a diligência, agentes da Polícia Federal teriam realizado buscas em salas de advogados que não eram investigados e fotografado documentos com celulares pessoais. As imagens, de acordo com o relato, teriam sido compartilhadas com a coordenação da operação.

A petição também aponta a apreensão do celular pessoal e de documentos do advogado Eugênio Aragão, sócio do escritório. De acordo com a OAB, Aragão não era investigado e havia sido expressamente excluído do alcance do mandado expedido pelo ministro do STF André Mendonça. O aparelho foi devolvido no mesmo dia.


Decisão de Mendonça

Na decisão que autorizou a busca, o ministro André Mendonça determinou que a apreensão se limitasse a elementos relacionados aos fatos investigados e aos alvos da operação.

O documento também estabeleceu que os demais sócios e advogados dos escritórios, além de Willer Tomaz, estavam excluídos do escopo investigativo e não deveriam ser atingidos pelas buscas.


Mendonça ainda determinou que documentos, mensagens, arquivos e dados de clientes sem relação com a investigação não fossem analisados. Eventuais materiais protegidos por sigilo profissional deveriam ser separados e submetidos ao Judiciário antes de qualquer análise.

Para a OAB, os relatos indicam que as cautelas determinadas pelo STF podem não ter sido integralmente observadas. A entidade afirma que a inviolabilidade profissional protege não apenas o advogado, mas também escritórios, arquivos, dados, comunicações e demais instrumentos necessários ao exercício da advocacia.


Operação Sem Desconto

As irregularidades apontadas pela OAB teriam ocorrido durante nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 4 de agosto.

Na ocasião, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão para apurar a suposta prática do crime de lavagem de dinheiro.

Entre os alvos estavam parentes do líder do PDT no Senado, Weverton Rocha (MA), e o advogado e empresário Willer Tomaz, apontado como operador do esquema.

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