Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Advogado de Flávio diz que recorrerá contra decisão de Moraes

Em nota, Tracy Reinaldet classificou como ‘ilegal e inconstitucional’ a medida que proíbe o pré-candidato de visitar o pai

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O advogado de Flávio Bolsonaro, Tracy Reinaldet, afirmou que recorrerá contra a decisão de Alexandre de Moraes que impede visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Reinaldet considera a decisão "ilegal e inconstitucional", alegando que desrespeita a Lei de Execução Penal, o Estatuto da Advocacia e a Constituição.
  • A defesa argumenta que a proibição de visitas viola o direito de comunicação entre advogado e cliente, garantido pelo Estatuto da Advocacia.
  • Reinaldet declarou que a defesa tomará medidas judiciais para reverter a decisão, respeitando as instituições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Advogado afirma que restrição imposta por Moraes viola direitos previstos em lei Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 03.06.2019

O advogado da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Tracy Reinaldet, afirmou nesta segunda-feira (13) que a defesa adotará medidas judiciais para reverter a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes que proibiu o parlamentar de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, Reinaldet classificou a decisão como “ilegal e inconstitucional” e afirmou que ela “desrespeita não só a Lei de Execução Penal e o Estatuto da Advocacia, mas também a Constituição”.


Segundo o advogado, a Lei de Execução Penal assegura ao preso o direito de receber visita de seus familiares e de manter comunicação com o mundo exterior. Para ele, “esses dois direitos foram retirados do presidente Jair Bolsonaro na decisão de hoje”.

Leia Mais

A defesa também argumenta que Flávio Bolsonaro é advogado do ex-presidente e que, por isso, a vedação de contato com o pai infringe prerrogativas profissionais. “A proibição de contato viola, portanto, o direito que o advogado tem de se comunicar com seu representado”, diz a nota, com base no Estatuto da Advocacia.


Reinaldet afirma ainda que, embora o Código de Processo Penal previsse a incomunicabilidade do preso, esse entendimento foi superado após a Constituição de 1988. “Desde a proclamação da Constituição de 1988, deixar o preso incomunicável sempre foi visto pelo Supremo Tribunal Federal como algo inconstitucional. No entanto, a decisão de hoje aproxima o presidente Jair Bolsonaro da incomunicabilidade”, declarou.

Ao final da nota, o advogado afirmou que a defesa buscará reverter a decisão. “Sempre respeitando as instituições, as medidas judiciais serão tomadas para reverter essa situação ilegal e inconstitucional”, concluiu.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.