PL da misoginia pode entrar na pauta de votação após reunião de líderes da Câmara
Relatora Tabata Amaral pressiona Casa para incluir projeto, que está entre os 67 itens em pauta no encontro de lideranças desta terça
Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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A Câmara dos Deputados reúne os líderes partidários nesta terça-feira (11), às 15h, para definir as prioridades de votação do primeiro esforço concentrado do segundo semestre. Entre os projetos em discussão, está o PL que criminaliza atos de misoginia, que tem a urgência aprovada e ainda depende de consenso entre os líderes para ser incluído na pauta.
A relatora da proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), negocia com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a inclusão do projeto entre as matérias que poderão ser votadas durante o esforço concentrado.
O texto, de autoria da então senadora Ana Paula Lobato, aparece em segundo lugar na lista de 67 itens preparada para a reunião de líderes. A relação reúne projetos de lei, projetos de lei complementar e uma PEC (proposta de emenda à Constituição), com matérias que já têm urgência aprovada e outras que dependem de acordo entre as bancadas.
No parecer, Tabata propõe considerar ato de misoginia a prática, indução ou incitação de violência, de restrição ao pleno exercício de direitos ou de ofensa à dignidade da mulher quando praticado em razão da condição de mulher.
Entre as mudanças previstas no relatório, estão medidas relacionadas à suspensão temporária de contas ou perfis usados para divulgar conteúdo ilícito e o aumento de pena quando o crime tiver finalidade econômica ou for praticado por pessoa com grande audiência ou capacidade de difusão em plataformas digitais.
Outros projetos
A relação que será analisada pelos líderes reúne propostas sobre inteligência artificial, violência contra a mulher, mineração, saúde, educação, segurança pública, mercado digital e regras fiscais.
Entre elas estão o PL que estabelece regras para o desenvolvimento e o uso ético e responsável da IA; o projeto que cria medidas de proteção e apoio a mulheres vítimas de violência política de gênero; e a proposta que tipifica a alteração de fotos, vídeos e sons por inteligência artificial para praticar violência contra a mulher.
A definição da pauta ocorre em meio à mobilização dos parlamentares para as eleições de outubro. O esforço concentrado é adotado pelo Congresso para manter as votações durante o período eleitoral.
Prioridades
Antes da reunião de líderes, o líder do governo na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), deve se reunir com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, para discutir as prioridades do governo na negociação da pauta.
O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) afirmou que, até a noite de segunda-feira (10), a liderança ainda não havia informado as prioridades da bancada.
Segundo Marcon, a realização de votações presenciais durante o esforço concentrado pode ser dificultada pelo calendário eleitoral. Em caso de sessões não presenciais, a tendência, segundo o deputado, é que sejam priorizadas matérias de consenso entre os partidos.
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