Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Caiado quer destinar R$ 3 bi para 40 novos presídios de segurança máxima

Candidato do PSD à presidência lançou o plano para segurança pública nesta segunda (10)

2026|Paulo Henrique Santos, com o Estadão Conteúdo

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ronaldo Caiado, candidato do PSD à presidência, foca na segurança pública como principal destaque de sua campanha ao Planalto.
  • Durante seu governo em Goiás, Caiado reduziu significativamente os índices de criminalidade, com destaque para a queda de 62% nos homicídios entre 2018 e 2025.
  • Caiado propõe a criação de uma "Lei do Terrorismo Doméstico" para classificar organizações criminosas como ameaças à soberania nacional, além de aumentar penas e reforçar a atuação das Forças Armadas.
  • O candidato defende a ampliação do sistema penitenciário federal e uma ofensiva financeira contra o crime organizado, além de propor um novo ministério focado na integração da inteligência criminal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ronaldo Caiado falou sobre plano de governo nesta segunda-feira (10) Valter Campanato/Agência Brasil

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, detalhou seu plano para segurança nesta segunda-feira (10). Dentre elas, a promessa de construir 40 presídios de segurança máxima, com 20 mil vagas e investimento estimado em R$ 3 bilhões.

O ex-governador de Goiás decidiu começar pela segurança pública a apresentação de seu plano de governo. A escolha não parece casual. Em um cenário no qual crime e violência permanecem entre as principais preocupações dos brasileiros, o ex-governador de Goiás pretende transformar a área em uma das principais vitrines de sua candidatura ao Palácio do Planalto.


Pesquisa Ipsos divulgada em junho mostra que crime e violência eram apontados por 47% dos brasileiros como uma das principais preocupações do país, à frente de corrupção, pobreza e desigualdade, saúde e impostos. No levantamento de maio, o índice havia chegado a 48%.

É justamente na segurança que Caiado dispõe de um dos principais resultados para apresentar como credencial eleitoral. Durante seus governos em Goiás, os índices de criminalidade registraram quedas expressivas. Segundo dados divulgados pelo governo estadual, o número de homicídios caiu 62% entre 2018 e 2025, enquanto crimes patrimoniais, como roubos de veículos e de cargas, tiveram reduções superiores a 90% em alguns indicadores.


Em junho de 2025, Goiás registrou 54 homicídios, o menor número mensal da série histórica iniciada em 2016, segundo dados do Observatório da Segurança Pública. Na comparação com o pior mês da série, outubro de 2016, a redução chegou a 78,9%.

É esse histórico que Caiado tenta transportar para a disputa nacional. O plano apresentado pelo candidato propõe uma mudança de escala na política de segurança, com maior participação da União, integração entre as forças policiais e endurecimento do tratamento dado às organizações criminosas.


Combate ao crime organizado

Uma das principais propostas é a criação de uma “Lei do Terrorismo Doméstico”, que classificaria organizações criminosas como PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho, em determinadas circunstâncias, como ameaças à soberania nacional. O texto prevê aumento de penas, regras mais rígidas para progressão de regime e a possibilidade de atuação permanente das Forças Armadas em áreas consideradas estratégicas.

Caiado também quer ampliar a autonomia dos governos estaduais para enfrentar a criminalidade. Durante a apresentação do plano, afirmou que pretende propor uma mudança constitucional para permitir que os governadores tenham maior capacidade de legislar sobre crimes.


“Eu vou propor uma mudança constitucional para que os governadores possam ter a capacidade de legislar na parte de crimes também”, afirmou.

A proposta reflete uma antiga crítica de Caiado à divisão de competências entre União e estados na área de segurança pública. Para o candidato, os governos estaduais acabam sendo cobrados pela população por crimes que, segundo ele, possuem dimensão nacional e envolvem organizações que atuam para além das fronteiras estaduais.

Veja Também

Investimento de R$ 3 bilhões em novos presídios

Outra aposta é a ampliação do sistema penitenciário federal. O plano prevê a construção de 40 novos presídios de segurança máxima, com 20 mil vagas e investimento estimado em R$ 3 bilhões. A intenção é retirar das unidades prisionais as lideranças das organizações criminosas e dificultar a manutenção de estruturas de comando dentro das cadeias.

Ao defender a proposta, Caiado questionou a atual estrutura penitenciária do país:

“O Brasil hoje tem cinco penitenciárias de segurança máxima. O que mais inquieta a população brasileira hoje é exatamente o crime e a corrupção. Todos são crimes federais. ”Como é que joga na costa dos estados?”, questionou.

O programa também prevê uma ofensiva financeira contra as organizações criminosas. Entre as medidas estão bloqueio e perda de patrimônio, alienação antecipada de bens, mecanismos de investigação sobre enriquecimento incompatível e criação de um fundo nacional abastecido por recursos provenientes de bens associados às atividades criminosas.

Outra frente é a integração da inteligência. Caiado propõe criar um Ministério da Sinic (Segurança Pública e o Sistema Nacional de Inteligência Criminal), reunindo bancos de dados de órgãos federais, estaduais, Judiciário e Ministério Público. A proposta inclui o uso de inteligência artificial e a integração com sistemas de inteligência financeira.

Gakiya no Ministério da Segurança

A escolha do primeiro nome para uma eventual equipe de governo reforça a centralidade que Caiado pretende dar ao tema. Durante a apresentação do plano, o candidato afirmou que pretende convidar o Promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, para comandar um futuro Ministério da Segurança Pública.

Gakiya é conhecido pela atuação no combate ao crime organizado e, especialmente, contra o PCC. A escolha também se conecta diretamente à proposta de Caiado de colocar o enfrentamento às grandes organizações criminosas no centro da política nacional de segurança.

O próprio candidato, entretanto, fez questão de esclarecer que o convite ainda não havia sido feito pessoalmente ao promotor.

“Mas, em relação a esse fato específico, eu posso garantir que foi aqui. Agora, eu não liguei para ele. E realmente pretendo ligar depois, afinal de contas, eu fiz de público e vou falar para ele: ‘Olha, Gakiya, você precisa resolver. Porque, afinal de contas, eu te convidei formalmente para você assumir o Ministério da Segurança Pública’”, afirmou Caiado.

A indicação antecipada de um possível ministro, antes mesmo de um contato pessoal, dá à segurança pública um peso adicional na estratégia eleitoral do candidato. Mais do que um capítulo do programa de governo, o tema aparece como uma tentativa de apresentar uma marca administrativa de Caiado em âmbito nacional.

Caiado cita opções para a área administrativa

Durante o evento Diálogos CEO One, promovido pelo VIP Battistini, ecossistema de networking corporativo, nesta segunda, Caiado afirmou que, entre as opções para compor a área administrativa do seu plano de governo, está o deputado Pedro Paulo (PSD). Pedro Paulo é deputado federal pelo Rio de Janeiro, do mesmo partido de Caiado.

O nome foi citado após ele mencionar, como opção, também, Ana Carla Abrão, CEO da Governança do Open Finance. Como noticiado, antes, ele mencionou o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, para o Ministério da Fazenda.

Facções criminosas

Além da criação da Lei do Terrorismo Doméstico, Caiado também propôs, durante o lançamento do seu plano para a segurança pública, que pretende ampliar a pena mínima para aqueles que se associarem às organizações terroristas para 35 anos.

Outra conduta que receberá a pena mínima de 35 anos é a de utilização da advocacia para transmissão de ordens da organização criminosa. Todas essas condutas só teriam progressão de pena a partir de 90% de cumprimento.

“Qualquer coisa que agrida a soberania brasileira e a ocupação de territórios será considerada terrorismo doméstico”, afirmou Caiado.

Search Box

🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa

🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.