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Alvo da CPI do Crime, Toffoli diz que relatório é ‘aventureiro’ e tem finalidade eleitoral

Ministro do STF afirma que pedido de indiciamento é infundado e acusa uso político da comissão

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Dias Toffoli critica pedido de indiciamento na CPI do Crime, chamando relatório de "aventureiro".
  • Afirma que o documento é infundado e sem base jurídica ou factual, visando apenas fins eleitorais.
  • Aponta potencial abuso de poder político, alertando para possíveis sanções da Justiça Eleitoral.
  • Defende que ataques a instituições não são uma forma legítima de obter votos e distorcem o papel da comissão parlamentar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Toffoli acusa uso político da comissão e diz que relatório busca 'obter votos' Luiz Silveira/STF - 14.04.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, reagiu nesta terça-feira (14) ao pedido de indiciamento apresentado no âmbito da chamada CPI do Crime Organizado e classificou o relatório como “aventureiro” e com finalidade eleitoral.

A manifestação ocorre após o relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), incluir Toffoli e outros integrantes do Supremo Tribunal Federal entre os alvos de indiciamento.


Em tom crítico, o ministro afirmou que o documento não possui sustentação jurídica nem factual. “É algo completamente infundado, sem base jurídica e sem base em verdade factual, com o único e nítido sentido de obter votos”, declarou.

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Toffoli também apontou que a iniciativa pode configurar abuso de poder político. Segundo ele, esse tipo de conduta pode resultar em sanções da Justiça Eleitoral, incluindo inelegibilidade. “Isso é abuso de poder e pode levar, inclusive, à inelegibilidade. A Justiça Eleitoral não falhará em punir aqueles que usam do seu poder para obter votos”, disse.


O ministro ainda criticou o que classificou como tentativa de capitalização eleitoral por meio de ataques institucionais. “Tem que se pôr fim imediato à ideia de que atacar instituições dá voto. Isso é atacar o Estado Democrático de Direito e a democracia”, afirmou.

Para Toffoli, o relatório representa uma distorção do papel da comissão parlamentar. “Quando surge um relatório aventureiro desse, trata-se de tentativa de obter voto — e um voto corrupto”, concluiu.

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