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Às vésperas da Copa, Lula diz que esquerda ‘vai ter que aprender a usar’ o verde e amarelo

No discurso, o petista também criticou o desmonte de iniciativas de gestões anteriores do PT

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula defende que as cores verde e amarela sejam usadas pela militância de esquerda, dissociando-as do bolsonarismo.
  • Durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, Lula destacou a importância da "cultura política" e o envolvimento da população na escolha de candidatos.
  • O presidente elogiou o governador interino do Rio de Janeiro e defendeu que programas culturais se tornem políticas de Estado.
  • Lula mencionou a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, sugerindo apoio ao ex-prefeito Eduardo Paes.

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Presidente Lula
Petista defendeu que a camiseta volte a ser usada pela militância de esquerda Fernando Frazão/Agência Brasil - 29.5.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado (30), no Rio de Janeiro, que as cores verde e amarela voltem a ser usadas pela militância de esquerda e não sejam associadas ao bolsonarismo.

“O verde e amarelo é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a usar. A gente vai ter que, nesta Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista.”


A fala ocorreu durante o lançamento da plataforma pública e gratuita de streaming Tela Brasil, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, evento do qual participaram a primeira-dama, Janja Lula da Silva, ministros e aliados locais.

Ao agradecer a presença do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), Lula destacou a roupa do aliado e acrescentou: “Você está vestindo verde e amarelo, mas tem que dizer que é não bolsonarista”.


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Em seguida, ampliou o recado ao campo político e disse que é preciso “cultura política” para que a população se envolva na escolha de candidatos, embora tenha ponderado que estava em um ato oficial e não poderia tratar de política.

Lula também elogiou o trabalho do governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, no que chamou de “consertar o estado”, e voltou a defender que programas na área cultural se tornem políticas de estado.


No discurso, criticou o desmonte de iniciativas de gestões anteriores do PT, como os Pontos de Cultura. “Nós criamos 4.000 pontos. No governo deles, não foi criado nenhum. Agora o país tem 16 mil Pontos de Cultura”, afirmou.

“Nós precisamos transformar tudo isso que estamos fazendo em política de Estado. Isso não pode ser política de governo. Porque, se for apenas política de governo, vocês sabem que qualquer um que entra pode tirar”, disse, antes de completar:


“Tirar as coisas é muito fácil; consertar é que é difícil, não é, Eduardo?”, em referência ao ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, que acompanhava o evento.

O presidente mencionou indiretamente a disputa pelo governo do estado, sem citar nomes, ao afirmar: “Não é um candidato, que vocês sabem quem é, que precisa ser eleito governador do Rio. É você que tem que ser eleito governador do Rio, porque senão vocês sabem o que acontece nesse Estado”.

Paes deve concorrer ao cargo pelo PSD, de Gilberto Kassab, e deve ter como oponente o deputado estadual Douglas Ruas.

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