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Análise: avanço da China no mercado brasileiro acende alerta entre empresários americanos

Ligação entre Lula e Trump na última semana abre caminho para uma possível nova rodada de negociações sobre tarifas

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula conversou com Donald Trump sobre tarifas impostas a produtos brasileiros.
  • A ligação durou cerca de uma hora e 20 minutos e pode abrir nova rodada de negociações.
  • Interesses de empresas americanas no Brasil influenciaram a conversa entre os presidentes.
  • Brasil é estratégico por sua energia limpa e reservas de terras raras, importantes para economias globais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone na última sexta-feira (21) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros. A ligação, que durou cerca de uma hora e 20 minutos, abriu caminho para uma possível nova rodada de negociações entre os dois países.

Em entrevista ao Jornal da Record News, o professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Leonardo Trevisan, afirma que o contato foi influenciado pelos interesses de empresas dos EUA que atuam no Brasil. “Os principais empresários americanos lembraram a Trump que eles não querem perder o espaço na economia brasileira”, diz.


Contato entre Trump e Lula foi influenciado por empresários americanos, segundo Trevisan Reprodução/Record News

“O Brasil tem algo que interessa a praticamente todas as economias. Nós temos energia limpa e nós temos terras raras. Nós somos a segunda reserva mundial de terras raras; a primeira é a Ucrânia. Quando a gente olha para isso, dá para entender que não dá para tratar o Brasil do mesmo jeito que as economias menores”, ressalta.

Outro fator que preocupa os americanos, segundo o docente, é a presença chinesa no Brasil: “Para a gente entender isso de uma forma bem rápida e bem simples, é só pensar em carro elétrico que você entende perfeitamente o quanto a China já avançou no mercado brasileiro. Eu duvido que as montadoras americanas estejam contentes com isso e queiram deixar que isso avance”.


Para Trevisan, interesses empresariais, militares e diplomáticos ajudaram a recolocar o Brasil no radar da Casa Branca. “A orelha do Trump foi visitada pelos empresários, pelos militares e pelos diplomatas profissionais brasileiros, que lembraram a importância do Brasil. O resultado foi esse telefonema”, conclui.

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