Empresários e ex-ministros assinam carta de apoio a Fachin em meio à crise no STF
Documento reúne 198 assinaturas e defende transparência nas investigações e na sessão plenária marcada para terça-feira (15)
Brasília|Gabriela Coelho e Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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Empresários, economistas, juristas e representantes da sociedade civil divulgaram neste domingo (13) uma carta de apoio às medidas adotadas pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, em meio à crise que envolve a Corte.
O documento reúne 198 assinaturas e defende que as investigações sobre as denúncias que vieram a público nas últimas semanas sejam conduzidas com transparência e respeito ao devido processo legal.
Entre os signatários estão o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Paulo Vannuchi, os economistas Pérsio Arida e André Lara Resende, o empresário Josué Gomes e a ex-presidente do BNDES Maria Silvia Bastos Marques.
Apoio a Fachin
Na carta, os signatários afirmam apoiar as medidas tomadas por Fachin com o objetivo de preservar a autoridade do STF e garantir uma apuração que classificam como rigorosa e imparcial.
O grupo também pede transparência nas investigações e na sessão plenária marcada para terça-feira (15). Segundo o documento, o julgamento deve ocorrer de forma pública, conforme determina o artigo 93, inciso 9º, da Constituição Federal.
Os signatários afirmam que o país vive “a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal” e uma das mais graves da história republicana brasileira.
Para o grupo, a responsabilização de pessoas que eventualmente tenham violado a lei ou a dignidade dos cargos que ocupam é necessária para recuperar a confiança nas instituições e preservar a democracia.
Mudanças na Corte
Além do apoio às medidas adotadas por Fachin, a carta defende mudanças institucionais no STF.
Os signatários afirmam que a superação da crise exigirá reformas para fortalecer a atuação colegiada da Corte, garantir a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse e estabelecer padrões mais rigorosos de conduta.
O documento também defende a ampliação da transparência e do controle social sobre o Supremo e seus integrantes.
“O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional”, afirmam os signatários.
Decisões de Fachin
A manifestação ocorre um dia depois de Fachin determinar mudanças na condução de investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
No sábado (12), o presidente do STF assumiu a relatoria do procedimento que apura a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso que estava sob relatoria do ministro André Mendonça.
O ministro também determinou que a Polícia Federal forneça informações sobre o celular de Vorcaro, apreendido em 2025 durante investigações relacionadas ao Banco Master.
Fachin manteve na pauta de terça-feira (15) apenas o julgamento relacionado à investigação sobre a atuação de Alexandre de Moraes e sua relação com Vorcaro.
A análise do caso envolvendo André Mendonça foi marcada para 23 de setembro.
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