Brasília Bolsonaro envia coroa de flores ao velório do general Newton Cruz

Bolsonaro envia coroa de flores ao velório do general Newton Cruz

Objeto leva os dizeres 'tributo à democracia'; militar que chefiou o extinto SNI durante a ditadura morreu na sexta-feira (15)

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Coroa de flores enviada ao velório do general Newton Cruz

Coroa de flores enviada ao velório do general Newton Cruz

Record TV Rio de Janeiro/Reprodução - 17.4.2022

O presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou uma coroa de flores com os dizeres "tributo à democracia" ao velório, que ocorre neste domingo (17), do general da reserva Newton Cruz, no Rio de Janeiro (RJ). O militar, que chefiou o extinto SNI (Agência Central do Serviço Nacional de Informações) durante a ditadura militar, morreu na sexta-feira (15), aos 97 anos.

Cruz estava internado no Hospital Central do Exército, em Benfica, na Zona Norte da capital fluminense, e morreu de causas naturais. O general ficou à frente do SNI entre 1977 e 1983. O órgão era considerado um instrumento de repressão da ditadura militar, pois perseguia e espionava jornalistas e opositores ao regime.

Enquanto era chefe do SNI, o general foi acusado de ter ligação com a morte do jornalista Alexandre von Baumgarten, em outubro de 1982. Meses antes da morte, o comunicador havia escrito um dossiê no qual revelava um suposto caso de esquema de lavagem de dinheiro entre empresas privadas e o SNI. No documento, Baumgarten dizia que estava jurado de morte por Cruz.

O general sempre negou envolvimento na morte do jornalista, mas dizia saber a identidade de quem assassinou Baumgarten, embora nunca tenha revelado o nome. Cruz chegou a ser indiciado pela Polícia Civil, mas foi absolvido em júri popular.

De folga em São Paulo, o presidente foi assistir ao jogo de futebol entre Santos e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. A partida começou às 11h na Vila Belmiro, estádio do time paulista — parte da torcida aplaudiu e outra vaiou o chefe do Executivo.

O R7 procurou o Palácio do Planalto, que preferiu não se pronunciar.

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