‘Preços dos combustíveis já mostram estabilização’, diz ministro ao comentar medidas do governo para conter alta
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, fala sobre o pacote de enfrentamento aos impactos da guerra no Oriente Médio em coletiva nesta terça (14)
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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Em meio ao anúncio de novas medidas contra os impactos do conflito no Oriente Médio no setor de combustíveis no Brasil, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, falou sobre os avanços das iniciativas do governo para mitigar os efeitos da guerra durante entrevista coletiva nesta terça-feira (14). “As nossas informações sobre abastecimento vêm melhorando, já indicando para os próximos meses capacidade de oferta acima da nossa demanda em combustíveis”, disse.
Moretti afirmou que, “do ponto de vista de preço, as pesquisas da ANP [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] já mostram uma estabilização ou até uma leve redução no caso da gasolina em relação aos valores anteriores”. Segundo ele, “precisamos avançar na regulamentação” do regime especial de abastecimento disposto em medidas provisórias assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nós vamos regulamentar a subvenção praticada ao produtor nacional de diesel, aquela subvenção de R$ 0,80. Vamos também regulamentar a subvenção para o importador de diesel; essa medida é fundamental para garantir o abastecimento de diesel no país”, anunciou o ministro.
Ele explica que as distribuidoras poderão acompanhar a evolução semanal de suas margens de lucro; assim, segundo o ministro, é possível “garantir que os valores reduzidos pela subvenção ao produtor e ao importador não sejam recolocados pelos distribuidores”.
Segundo o ministro, é fundamental uma garantia de repasse desses benefícios para o consumidor final. As medidas vão evitar que os agentes econômicos cometam um aumento abusivo de preços.
Para amenizar o aumento de custos do setor GLP, ocorrerá um reajuste dos preços de referência do programa Gás do Povo, que funciona como uma subvenção às famílias mais vulnerabilizadas. O impacto estimado é de R$ 300 milhões.
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