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‘Sem base legal’, diz Gilmar Mendes sobre pedido de indiciamento por CPI

Para o ministro, emprego de CPI para fins panfletários ou de constrangimento institucional compromete a credibilidade

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes criticou o relatório final da CPI do Crime Organizado, que pediu o indiciamento de ministros do STF.
  • O ministro considerou o pedido "sem base legal" e afirmou que indiciamentos são atos privativos de delegados de polícia.
  • Mendes destacou a falta de ações efetivas da CPI em relação a milicianos após um massacre no Rio de Janeiro.
  • Ele defendeu a legitimidade das CPIs, mas advertiu que seu uso para fins políticos compromete a credibilidade das instituições.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ministro Gilmar Mendes defendeu a condução de Jorge Messias ao STF
O ministro disse ainda que CPIs são instrumentos legítimos e essenciais ao controle do exercício do poder Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou nesta terça-feira (14), pelas redes sociais, o relatório final da CPI do Crime Organizado, que pediu o indiciamento e abertura de processos de impeachment dele e dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

O texto final, assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, tem 221 páginas e dedica 23 delas a explicar o que o parlamentar considerou como omissões dos três ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso do Banco Master.


Segundo Gilmar, o pedido de indiciamento não tem “base legal”. “É elementar, até mesmo para um estudante de Direito, que o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade”, disse.

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Para o ministro, chama a atenção que uma CPI instaurada após a megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha no ano passado, que terminou com 120 mortos, “não tenha promovido a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes das facções que controlam territórios no Rio de Janeiro”.


“O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”, destacou Gilmar.

O ministro disse ainda que CPIs são instrumentos legítimos e essenciais ao controle do exercício do poder.


“Seu emprego para fins panfletários ou de constrangimento institucional, contudo, compromete sua credibilidade e reforça a necessidade de modernização da legislação sobre crimes de responsabilidade — tema que já se encontra em debate no Congresso", afirmou.

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