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Governistas estranham Vorcaro de fora dos indiciamentos da CPI do Crime Organizado

Relatório cita suspeita a três ministros do STF e a PGR, por relação com banqueiro, mas deixa de fora dono do Master

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Parlamentares governistas estranham a ausência do empresário Daniel Vorcaro entre os indiciamentos da CPI do Crime Organizado.
  • Senador Rogério Carvalho critica a escolha de indiciar ministros do STF sem incluir nomes ligados ao crime organizado.
  • Alessandro Vieira defende que indiciamentos de ministros são baseados em informações da CPI, enquanto para Vorcaro seriam necessárias provas mais robustas.
  • Senadores têm prazo até o final do dia para decidir sobre a aprovação ou rejeição do relatório apresentado por Vieira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alessandro Vieira pediu indiciamento de três ministros do STF em relatório da CPI Saulo Cruz/Agência Senado - 08.04.2026

Parlamentares governistas que fazem parte da CPI do Crime Organizado estranharam que o relatório final, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), tenha pedido pelo indiciamento de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), mas deixado de fora o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A percepção é reforçada entre governistas e pode indicar um voto contrário ao texto. Um dos parlamentares a reforçar o posicionamento é Rogério Carvalho (PT-SE), que prevê voto contra o texto pela escolha de Vieira.


Ao R7, o senador considera que o texto final deveria também propor uma investigação mais profunda de nomes de empresários, como o de João Carlos Mansur, que presidiu a Reag, responsável por investimentos junto ao banco.

“Eu fiquei perplexo, porque não indiciou o dono do Master e ninguém ligado ao crime organizado”, afirmou Carvalho. O senador também considera que o texto poderia ter abordado outros nomes e vê um movimento político ao escolher ministros do Supremo.


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O senador diz que a escolha pode ser vista como uma “vingança”, pelo pleito de Vieira em instalar uma CPI do Master voltada a apurar especialmente a condução de ministros do Supremo.

No relatório, Vieira pede indiciamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.


A posição crítica ao texto também é reproduzida entre outros parlamentares ligados ao governo. Em outra frente, senadores ligados ao centro ponderam, sob reserva, que Alessandro Vieira tem uma imagem séria e trajetória respeitosa no Senado, e reforçam que o pedido contra magistrados teria respaldo em informações recebidas por eles na CPI.

Questionado pela reportagem, Vieira disse que se manifestaria em defesa do relatório durante apresentação a senadores na CPI do Crime Organizado. Mais cedo, Vieira defendeu o texto.


“É uma análise técnica, sem nenhum caráter ideológico ou partidário. É simplesmente a constatação de que, em uma República, ninguém pode estar acima da lei”, afirmou. “Na minha visão, o crime de responsabilidade está comprovado, por isso faço o indiciamento”, indicou, em outro momento.

Vieira ainda disse que pedidos ligados a ministros estão entre as competências do Senado, enquanto o indiciamento por crime comum, como no caso de Vorcaro, exigiria mais provas, como quebras de sigilo mais robustas.

Senadores têm até o fim do dia para decidir se aprovam ou rejeitam o relatório apresentado por Vieira. Uma troca de senadores foi indicada durante a tarde, com a escalação de nomes próximos ao governo.

Nos bastidores, o rearranjo é visto como uma forma de rejeição ao relatório proposto por Vieira.

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