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Brasília tem três voos cancelados no primeiro dia de greve de pilotos e comissários

Terminal da capital federal opera normalmente, e não há registro de bloqueios nas vias nem no acesso ao embarque e ao check-in

Brasília|Do R7, em Brasília

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Pilotos e comissários no saguão do Aeroporto de Brasília no primeiro dia de greve
Pilotos e comissários no saguão do Aeroporto de Brasília no primeiro dia de greve

O Aeroporto Internacional de Brasília registrou três cancelamentos de voo nesta segunda-feira (19), o primeiro dia de greve de pilotos e comissários. Segundo a nota à imprensa enviada pela concessionária do aeroporto, a Inframérica, até as 11h o terminal aéreo operou normalmente, e 24 voos tiveram atraso na decolagem da capital. 

"A paralização dos aeronautas provocou 24 decolagens atrasadas para diversos destinos no país. E 16 voos chegaram na capital federal com atrasos. Três voos foram cancelados. Um deles para uma manutenção não programada", informou. Ao todo, 367 voos estão previstos para Brasília nesta segunda. 

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Nas vias que levam ao aeroporto, órgãos de segurança do DF, o Detran e a Polícia Federal reforçam a vigilância. Até as 9h30, não houve registro de bloqueios nas vias nem nos acessos ao embarque e ao check-in.

A Inframérica orienta os passageiros com voos previstos para esta segunda-feira a chegar ao terminal com duas horas de antecedência e, em caso de dúvida, entrar em contato com a companhia aérea.

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Greve nos aeroportos

Pilotos e comissários marcaram uma greve para começar nesta segunda-feira (19). Segundo o sindicato da categoria, as paralisações deverão ocorrer das 6h às 8h, diariamente e por tempo indeterminado, nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Rio-Galeão, Santos Dumont, Viracopos, Porto Alegre, Brasília, Confins e Fortaleza.

Na última sexta-feira (16), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) garanta que haja ao menos 90% dos pilotos e comissários trabalhando durante o período de paralisação da categoria.

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A ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, do TST, impôs ainda uma multa de R$ 200 mil caso o SNA não cumpra a determinação. A decisão atende parcialmente ao pedido feito pelo SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) que solicitava o cancelamento total da greve, em detrimento da decisão pela paralisação, e multa de R$ 500 mil por dia.

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No sábado (17), o SNA afirmou que a categoria vai seguir seu "manual de greve", em que mantém 100% dos tripulantes a postos, mas uma parcela deles (de 1% a 2%) vai atrasar alguns voos. Nenhum será cancelado, e todas as viagens serão realizadas, ainda que depois dos horários agendados pelas companhias aéreas.

Entre outras demandas, os trabalhadores pedem a recomposição das perdas inflacionárias e um ganho real nos salários, como divulgado na quinta-feira (15), após a decisão do movimento.

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