Caminhoneiros mantêm pressão sobre Alcolumbre por votação da MP do Frete no Senado
Motoristas autônomos mobilizam quatro estados e prometem greve maior que em 2018 se medida não entrar na pauta do Senado
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Caminhoneiros mantêm pressão para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), paute a medida provisória que estabelece o piso mínimo do frete e iniciaram, nesta segunda-feira (13), mobilizações em quatro estados. A promessa é de uma paralisação nacional a partir de amanhã, caso o amapaense não avance com a votação.
As ações são encabeçadas por motoristas autônomos que defendem a votação da MP entre senadores nesta terça-feira (14), e ocorrem nos seguintes locais: Porto de Santos (SP), Luziânia (GO), Goiânia (GO), Volta Redonda (RJ), no Porto de Salvador (BA) e no Terminal de Petróleo de Ribeirão Preto (SP).
O temor de representantes de caminhoneiros, segundo relatos ao R7, é de que as mudanças ligadas ao frete percam a validade. O texto precisa ser votado até 16 de julho, próxima quinta, e ainda há pela frente recesso parlamentar: deputados e senadores entram de férias no mesmo dia.
Entre destaques, a MP define um valor mínimo de frete a ser estabelecido a partir do tipo de carga, distância e número de eixos do caminhão. O texto também prevê um pagamento antecipado de 70% aos motoristas, com restante a ser pago em até três dias após a entrega.
A avaliação do relator da MP na Câmara, deputado Zé Trovão (PL-SC), é de que o texto atende a negociações com o Planalto poderia já ter sido analisada no Senado. Ele também reforça a promessa de que caminhoneiros farão uma greve maior do que a de 2018 caso o texto não seja pautado por Alcolumbre.
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