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Cármen Lúcia abre espaço para Silvio Almeida se defender de acusação de ONG por difamação

Segundo a ONG, o ex-ministro acusou, sem provas, a instituição de tentar interferir no processo de licitação do Disque Direitos Humanos

Brasília|Do R7

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Prazo dado a Silvio Almeida é de 15 dias Joédson Alves/Agência Brasil - 04/09/2024

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu prazo de 15 dias para o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida se defender da acusação de difamação feita pela ONG Me Too. A queixa-crime foi apresentada pela ONG no início de março e Cármen Lúcia é a relatora do caso.

Segundo a ONG, o ex-ministro acusou, sem provas, a instituição de tentar interferir no processo de licitação do Disque Direitos Humanos, dando a entender que poderia haver um possível superfaturamento. O conteúdo foi publicado nas redes oficiais do Ministério dos Direitos Humanos.

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“O conteúdo propagado via postagem publicada no instagram do MDHC, bem como por meio de sua publicação no site do Governo Federal, repercutiu de forma ampla e imediata na mídia e perante a opinião pública, desencadeando uma série de apontamentos, questionamentos, inferências e ataques diretos ao Me Too Brasil, bem como à sua Diretora Presidente Marina Ganzarolli, nomeada expressamente na aludida nota publicada nos canais oficiais”, diz a ONG.

Na época da publicação da acusação da ONG, a defesa de Silvio Almeida disse que “Silvio jamais afirmou que a ONG fraudou licitação” e que na postagem ele “fez referência a tentativas de contatos informais feitos por representantes da ONG para tratar do contrato do disque 100, conduta no mínimo inapropriada, e que efetivamente ocorreu”.

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A Me Too foi responsável por trazer a tona as diversas denúncias de mulheres contra o ex-ministro por assédio, entre elas da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Ele saiu do governo em setembro do ano passado após a divulgação das acusações.

Na época, o presidente Lula disse que era insustentável a permanência dele no governo. Com a demissão dele, a pasta passou a ser comandada pela professora Macaé Evaristo.

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