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Cármen Lúcia diz que crise de confiabilidade do Judiciário é séria e grave e precisa ser vista

Ministra reconheceu que falta de confiança da população no Poder Judiciário é um problema

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ministra Cármen Lúcia reconheceu a grave crise de confiabilidade no Poder Judiciário.
  • Ela destacou que a falta de confiança é um problema global, afetando tanto instituições públicas quanto privadas.
  • A crise se intensificou com recentes escândalos envolvendo membros do STF e suas famílias, incluindo o caso do Banco Master.
  • Cármen Lúcia afirmou que erros no Judiciário precisam ser corrigidos e que há necessidade de reformas para restaurar a credibilidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministra Cármen Lúcia
Cármen Lúcia disse que há erros na Justiça que precisam ser aperfeiçoados Alejandro Zambrana/Secom/TSE - 25.3.2026

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia admitiu que a falta de confiança da população no Poder Judiciário é uma crise grave e que deve ser reconhecida e tratada com seriedade.

Durante palestra para estudantes de direito civil na FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (17), a magistrada falou sobre a descrença nos sistemas de Justiça.


“A crise de confiabilidade do Poder Judiciário é séria, grave, precisa ser reconhecida e não apenas por nós, juízas e juízes”, disse Cármen.

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A ministra reforçou que, apesar de haver questões a serem corrigidas na Justiça brasileira, a descrença nas instituições é uma tendência que acontece também em outros países do mundo.


“Temos no Brasil o problema da confiabilidade, principalmente no Supremo, tenho ciência. Mas é preciso saber por que e como. Há equívocos e erros que precisam ser aperfeiçoados, e há um movimento internacional para que não tenhamos Poder Judiciário, porque aí você tem uma fragilidade do direito”, afirmou.

Durante seminário na Fundação Fernando Henrique Cardoso nesta segunda-feira (13), Cármen também abordou a crise de confiança no Judiciário e possíveis inovações e reformas na dinâmica do tribunal. Na ocasião, a ministra reforçou que as instituições como um todo, tanto públicas quanto privadas, têm tido a credibilidade posta em xeque.


A essa “crise de desconfiança global”, como se referiu a ministra, somam-se os desafios de julgar temas de direito constitucional cada vez mais complexos. “Aquele mundo com parâmetros postos acabou e estamos vivendo outro”, disse Cármen.

Envolvimento com o Banco Master

A crise de confiança no Poder Judiciário se agravou com as revelações recentes de que membros do STF e suas famílias estariam envolvidos com o escândalo do Banco Master.


O STF foi parar no centro do caso com a revelação de que a mulher do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato milionário com o Banco Master. Também houve trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado.

Em outra frente, uma empresa da qual Dias Toffoli é sócio teria recebido dinheiro de um fundo ligado ao banco. A partir da revelação, Toffoli deixou a relatoria das investigações e, depois disso, se declarou suspeito para participar dos julgamentos sobre o caso.

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