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Caso Marielle: MP Eleitoral se manifesta contra pedido para cassar deputado preso

União Brasil pediu ao TSE que Chiquinho Brazão perca o mandato, mas MP diz que cabe à Câmara decidir

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Chiquinho foi preso em março
Chiquinho foi preso em março Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 26.3.2024

O Ministério Público Eleitoral enviou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma manifestação contra pedido do União Brasil para a cassação do mandato do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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Na decisão, o vice-procurador eleitoral Alexandre Espinosa afirmou que já tramita na Câmara dos Deputados pedido de cassação do mandato do parlamentar e que a Casa Legislativa é a instituição competente para decidir o destino do mandato de Chiquinho.

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“Na linha da jurisprudência do TSE não é cabível a Ação de Decretação de Perda de Mandato Eletivo por infidelidade partidária nas hipóteses de expulsão do filiado por decisão da agremiação partidária. É caso, portanto, de indeferimento da inicial, por falta de interesse processual. Ainda que o Tribunal Superior Eleitoral optasse por revisitar a temática, qualquer mudança jurisprudencial não poderia ser aplicada de plano, razão pela qual refuta-se ainda mais o deferimento da presente representação”, disse.

Além disso, segundo o procurador, a expulsão do filiado se baseia na seara penal, por suspeita do cometimento de crime de homicídio.

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“Os motivos que levaram a prisão preventiva do representado e, por consequência, a instauração do procedimento para expulsão do filiado com base no Estatuto Partidário dizem respeito a causa não afeta à competência da Justiça Eleitoral”, disse.

Morte de Marielle

Chiquinho é investigado pela suspeita de ter mandado matar Marielle Franco. O crime aconteceu em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro, época em que Brazão também era vereador na cidade.

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Em março, agentes da Polícia Federal cumpriram 12 mandados de busca e apreensão e três de prisão em diversos endereços do Rio de Janeiro. Entre os presos, estavam Chiquinho, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o delegado Rivaldo Barbosa. Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

A motivação do crime teria sido um embate entre Marielle Franco e Chiquinho Brazão em torno de um projeto de lei, de autoria de Brazão, que regularizava terrenos dominados pela milícia. Marielle era contra o projeto e considerada o principal ponto de resistência dentro da Câmara de Vereadores.

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Na semana passada, por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réus os cinco principais suspeitos de terem planejado o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco:

  • Chiquinho Brazão (sem partido-RJ);
  • Domingos Brazão;
  • Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, assessor do conselheiro;
  • Rivaldo Barbosa; e
  • o major Ronald Paulo de Alves Pereira.

Agora, a investigação deve coletar novas provas e ouvir testemunhas do caso. A decisão do STF não significa que os acusados são culpados, mas que o tribunal vê indícios de delitos.

Durante o curso do processo, as defesas poderão apresentar provas de inocência, com depoimentos de testemunhas e contestações jurídicas. Só ao final, no julgamento, eles serão condenados ou absolvidos.

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