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CNJ adia para agosto debate sobre fim da aposentadoria compulsória a juízes

Relatada pelo conselheiro Ulisses Rabaneda, proposta busca adequar o regimento interno do Conselho ao entendimento do STF

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O CNJ iniciou debates para excluir a aposentadoria compulsória como punição para juízes que cometem infrações graves.
  • O julgamento foi adiado para 4 de agosto, após o recesso do Judiciário.
  • O STF já havia proibido a aposentadoria compulsória como "pena máxima" para magistrados, considerando-a inadequada.
  • A proposta sugere afastar magistrados infratores de suas funções e suspender vencimentos até o trânsito em julgado, com validação pelo CNJ.

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Ministro Flávio Dino
Em maio, a 1ª Turma do STF seguiu decisão de Dino, que proibiu aposentadoria como pena máxima Victor Piemonte/STF - 11.6.2026

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) iniciou, nesta terça-feira (23), os debates para alterar o regime disciplinar da magistratura nacional e excluir a aposentadoria compulsória do rol de punições a juízes que cometem infrações graves.

Embora a discussão tenha começado hoje com a leitura do voto do relator, o veredito definitivo foi adiado e o julgamento será retomado em 4 de agosto, após o recesso do Judiciário.


Em maio, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a decisão do ministro Flávio Dino que proibiu a aplicação da aposentadoria compulsória como “pena máxima” para magistrados.

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Historicamente, a aposentadoria compulsória proporcional ao tempo de serviço era considerada a punição administrativa mais grave que o CNJ poderia aplicar a um juiz ou promotor que cometesse uma falta grave, como corrupção ou desvio de conduta.


O argumento central para a mudança é que receber salários sem trabalhar não pode ser considerado uma sanção legítima em um Estado Democrático de Direito, pois fere os princípios da moralidade administrativa e da isonomia.

Ao julgar o recurso (agravo regimental), a Primeira Turma do STF seguiu o relator de forma unânime. Os ministros concordaram que o modelo atual precisava ser revisto, mantendo a proibição decretada por Dino.


Alinhamento ao STF

Relatada pelo conselheiro Ulisses Rabaneda, a proposta busca adequar o regimento interno do CNJ ao entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal). Rabaneda defende o alinhamento imediato das normas do CNJ à jurisprudência firmada pelo Supremo.

O texto propõe afastar das funções o magistrado que cometer faltas graves, declarando a vacância da vaga no tribunal de origem para abrir espaço a um substituto. Os vencimentos ficariam suspensos até o trânsito em julgado (quando não cabem mais recursos), e o caso seria remetido obrigatoriamente ao CNJ para validação.


Se aprovada em agosto, a nova resolução também deverá alcançar os PADs (Processos Administrativos Disciplinares) que já estão em curso no país.

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