CNJ mantém afastado juiz citado pela PF por suspeita de ajudar PL em relatório contra urnas
Por se tratar de um processo sigiloso, a reunião feita apenas com conselheiros foi fechada

Por unanimidade, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) manteve o afastamento do juiz federal Sandro Nunes Vieira por suspeita de auxiliar o PL (Partido Liberal) a elaborar uma representação eleitoral contra as urnas eletrônicas. Por se tratar de um processo sigiloso, a reunião foi fechada. A informação foi confirmada pelo R7.
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Segundo a PF (Polícia Federal) nas investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, o magistrado, vinculado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, teria atuado “de forma ilegal e clandestina”.
Em novembro, a determinação do afastamento partiu do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, e ocorre após o CNJ receber ofício do Supremo Tribunal Federal sobre a conduta do magistrado. Vieira também atuou junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de 2019 a 2022. A reportagem tenta contato com a defesa de Sandro. Espaço segue aberto para manifestações.
Conforme a PF, o nome do juiz foi encontrado em mensagens trocadas por Mauro Cid e Marcelo Câmara. Na conversa, os envolvidos indicam a possível participação de Vieira na elaboração de um documento contra as urnas. O relatório foi posteriormente usado pelo PL para embasar a ação do partido no TSE. O juiz não está entre os indiciados pela PF.
Entre as mensagens, Câmara chega a comentar que precisaria da versão final do relatório com adendos do presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Rocha. A empresa havia sido contratada pelo partido para produzir o relatório contra as urnas. Segundo Câmara, o pedido seria do próprio juiz.
Ainda segundo as investigações, na época em que a ação do PL foi divulgada, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, citou o nome do juiz. Na ocasião, Valdemar comentou sobre Sandro à imprensa, apontando ele como uma das pessoas que ajudou os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, o Tribunal Regional Federal da 4° Região informou que foi feita a instauração do procedimento administrativo e que todas as determinações do CNJ serão cumpridas.













