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CNJ oficializa fim da aposentadoria compulsória como punição a juízes

Medida era frequentemente criticada por ser vista como um ‘benefício’ em vez de uma penalidade efetiva aos magistrados

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O CNJ aprovou, por unanimidade, o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima para juízes condenados por faltas graves.
  • A decisão alinha as sanções para magistrados às regras de outros cargos públicos, eliminando a aposentadoria como punição.
  • A mudança foi influenciada por decisão do STF que extinguiu a aposentadoria compulsória com remuneração como penalidade.
  • Essa alteração busca maior transparência e rigor no controle interno da magistratura no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entendimento fixado pelo CNJ segue decisão do Supremo Tribunal Federal publicada em junho Antonio Augusto/STF - 25.06.2026

Por unanimidade, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou uma proposta que estabelece o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima administrativa aos magistrados condenados por faltas disciplinares graves, como venda de sentenças, assédio sexual e moral, entre outras.

Na prática, trata-se de uma alteração histórica na punição de magistrados no Brasil: o fim da aposentadoria compulsória como sanção máxima para juízes que cometerem infrações graves.


A decisão altera o paradigma do sistema disciplinar do Judiciário brasileiro. Até então, a aposentadoria compulsória com salários proporcionais era considerada o limite de punição na esfera administrativa para magistrados de carreira, medida frequentemente criticada por ser vista como um “benefício” em vez de uma penalidade efetiva.

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O entendimento fixado segue decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que publicou, em junho, um acórdão extinguindo a possibilidade de aplicação da aposentadoria compulsória com remuneração como punição disciplinar a juízes.


O entendimento havia sido firmado em maio pela Primeira Turma do STF, no julgamento de uma ação relatada pelo ministro Flávio Dino.

Com a aprovação da proposta que acaba com a aposentadoria como punição, a lista de sanções para juízes que cometerem erros passa a ser a seguinte (da mais leve para a mais grave):


  • Advertência
  • Censura
  • Remoção compulsória: transferência obrigatória de cidade ou comarca.
  • Disponibilidade: afastamento do trabalho por um período, mantendo o cargo.
  • Disponibilidade com proposta de perda do cargo: afastamento imediato enquanto o processo para tirar o juiz da função é concluído.
  • Demissão: a pena máxima, que rompe o vínculo e corta o salário

Com a aprovação da medida pelo plenário do CNJ, o conselho alinha a responsabilização dos juízes às regras de outros cargos públicos executivos e legislativos. A demissão extingue o vínculo do magistrado com o Estado e interrompe qualquer pagamento de vencimentos futuros decorrentes do cargo.

A mudança representa um passo decisivo na busca por maior transparência, integridade e rigor punitivo no controle interno da magistratura nacional.

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