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Com saldo de 76 horas, CPI no DF sobre o 8/1 completa o prazo inicial de 180 dias nesta semana

Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Legislativa do DF foi prorrogada por mais 90 dias e será finalizada em 5 de dezembro

Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

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Depoimentos da CPI ocorrem no plenário da CLDF
Depoimentos da CPI ocorrem no plenário da CLDF

A CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que investiga os atos extremistas de 8 de janeiro, em Brasília, vai atingir o prazo inicial de 180 dias nesta quarta-feira (6). Desde a primeira sessão, em 14 de fevereiro, a Comissão Parlamentar de Inquérito ouviu 22 pessoas, o que rendeu uma duração de 76 horas e 30 minutos ao longo dos 24 encontros realizados. Interessados em ouvir outras pessoas (veja mais no final da matéria), os sete membros distritais prorrogaram o colegiado por mais 90 dias. Com a extensão, os trabalhos devem ser encerrados em 5 de dezembro.

Entre os que já foram ouvidos, estão autoridades da Segurança Pública, da Polícia Militar do Distrito Federal, do Exército Brasileiro e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

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Chico Vigilante: oitiva de Dutra foi a mais relevante
Chico Vigilante: oitiva de Dutra foi a mais relevante

O presidente da comissão, deputado Chico Vigilante (PT), aponta o depoimento do general Dutra, em maio, como um dos mais relevantes por ter sido um militar da ativa que se apresentou para falar. "Isso mostra a subordinação dos militares ao poder civil", explica.

Em questão de conteúdo, Vigilante acredita que o coronel Casimiro foi o mais importante até o momento. "Ele deu o roteiro onde nós vamos poder responsabilizar as pessoas que foram realmente culpadas pelo que aconteceu no dia 8", destaca o parlamentar. 

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Para o relator da CPI, deputado Hermeto (MDB), a comissão tem esclarecido o que aconteceu nos atos, e as informações colhidas têm ajudado a subsidiar a CPMI do Congresso Nacional que se debruça sobre o mesmo assunto.

Cada uma dessas pessoas que estão sendo ouvidas está nos mostrando perspectivas diferentes do que aconteceu naquele dia e isso tem nos ajudado a montar todo esse quebra-cabeça.

(deputado distrital Hermeto (MDB), relator da CPI na CLDF)

Durante as 24 sessões da CPI, foram votados mais de 200 requerimentos. Além das oitivas já previstas para setembro e outubro, 15 requerimentos de convocação e convite já foram aprovados e aguardam definição de data, entre eles, o do ministro da Justiça, Flávio Dino, e do ex-interventor federal no Distrito Federal Ricardo Cappelli. 

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Além disso, membros da comissão avaliam convocar depoentes que já foram ouvidos por causa do recebimento de novas informações.

Ficou muito claro que pessoas estão mentindo e precisamos reconvocar algumas delas%2C como o general G. Dias"%2C afirma o deputado Joaquim Roriz Neto (PL).

(deputado distrital Joaquim Roriz Neto (PL))

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O deputado Fábio Felix (PSOL) acredita que a CPI esclareceu que houve omissão das forças de segurança durante os atos de 8 de janeiro. "A ação foi mal organizada. As informações de inteligência existiam e, por uma falta de ação, elas não atuaram da forma como deveriam atuar", afirma. 

Para o membro da comissão, deputado Pastor Daniel de Castro (PP), os erros cometidos durante os atos não é de responsabilidade apenas do Distrito Federal.

Claramente%2C o governo federal deve explicações à sociedade brasileira. E eu espero que a CPI exija esses esclarecimentos.

(deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP))

Próximo depoimento

Nesta segunda-feira (4), a comissão vai ouvir o general Carlos José Russo Assumpção Penteado. Ele era secretário-executivo do GSI na época dos atos de 8 de janeiro. Foi por Penteado que o general Gonçalves Dias afirmou à CPI que foi tranquilizado quanto à situação na Esplanada dos Ministérios, o que teria influenciado as decisões dele quanto às ações do dia.

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