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Congresso promulga acordo Mercosul-UE; veja próximos passos

Alckmin, Motta e Alcolumbre destacaram democracia e multilateralismo; texto segue para ratificação do presidente Lula

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Congresso Nacional promoveu sessão solene para promulgar o acordo entre Mercosul e União Europeia.
  • Discursos destacaram a importância do multilateralismo e a defesa da democracia.
  • Texto segue para ratificação do presidente Lula antes de sua implementação no Brasil.
  • Com redução de tarifas, espera-se aumento nas exportações e importações, além do crescimento do PIB.

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Plenário do Senado Federal durante sessão solene destinada à promulgação do Decreto Legislativo nº 14, de 2026, que aprova o texto do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e seus Estados-Partes, de um lado, e a União Europeia (UE), de outro, assinado em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026. 

Mesa: 
relator do PDL 41/2026 na Câmara dos Deputados, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP); 
ministro de Estado das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira; 
vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; 
presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); 
presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB); 
relatora do PDL 41/2026 no Senado Federal, senadora Tereza Cristina (PP-MS); 
presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Promulgação marca o encerramento dos trâmites do acordo no Legislativo Waldemir Barreto/Agência Senado - 17.3.2026

O Congresso Nacional realizou na tarde desta terça-feira (17) uma sessão solene para promulgar o decreto legislativo que ratifica o acordo provisório entre Mercosul e União Europeia.

O acordo estabelece a criação de uma zona de livre comércio, com eliminação gradual de tarifas de importação ao longo de até 30 anos.


O governo brasileiro estima que a União Europeia possa zerar tarifas para aproximadamente 95% dos bens exportados pelo Mercosul, o que corresponde a 92% do valor atualmente importado do Brasil.

Por outro lado, o bloco sul-americano promoverá abertura tarifária em cerca de 91% dos produtos europeus, cobrindo 85% do valor das importações.


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Segundo o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), essa é uma sessão histórica para o Congresso Nacional. Ele elogiou a celeridade do Parlamento do Mercosul, Câmara e Senado na aprovação do acordo.

“O Mercosul e a União Europeia, ao estabelecerem esse acordo histórico, escolhem o caminho da parceria, da tolerância e da paz”, afirmou.


A sessão contou com as presenças do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Alckmin ressaltou os benefícios do acordo e destacou que o significado da parceria vai muito além dos números, em um momento em que o comércio internacional enfrenta tensões.


“Ela aproxima os dois continentes em uma parceria madura, entre regiões que compartilham valores democráticos, compromissos com instituições e visão de desenvolvimento sustentável”, refletiu.

Em seu discurso, Motta também destacou a democracia. “Em um mundo marcado pelo protecionismo, pelo unilateralismo e pela incerteza, este acordo tem também um valor político e civilizatório. Ele aproxima duas regiões que compartilham valores fundamentais: a defesa da democracia, do multilateralismo, dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável”, disse.

Também participaram os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS), Tereza Cristina (PP-MS) e Humberto Costa (PT-PE), além dos deputados Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Arlindo Chignalia (PT-SP).

Próximos passos

A promulgação marca o encerramento da primeira fase dos trâmites do acordo antes de ele começar a valer no Brasil.

O texto seguirá para ratificação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois, o Itamaraty deve comunicar formalmente à Comissão Europeia sobre a conclusão dos processos da parte brasileira.

O acordo deve entrar em vigor no mês de maio após o aval do lado europeu, que, mesmo com a tramitação travada aguardando parecer da Justiça, vai iniciar a aplicação provisória dos termos comerciais.

No Mercosul, além do Brasil, Argentina e Uruguai já ratificaram o acordo.

Com a redução das tarifas nas transações comerciais, que pode chegar a 95% dos produtos, a tendência é que as exportações e importações aumentem, assim como o PIB (Produto Interno Bruto).

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