Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Convocação de Mauro Vieira expõe embate entre governo e oposição na Câmara

Parlamentares rejeitaram um pedido do governo para substituir a convocação do chanceler por um convite

Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aprovada a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para esclarecer declarações sobre possível ação militar dos EUA contra o Brasil.
  • Oposição acusa o chanceler de declarações alarmistas e politiqueiras, enquanto governistas defendem que ele apenas mencionou riscos previstos na legislação americana.
  • Deputados rejeitaram proposta do governo para substituir a convocação por um convite, alegando que as declarações do ministro foram graves e requerem explicações diretas.
  • O líder do PT argumenta que a divergência era sobre a forma de convocação e defende que o ministro não afirmou que haveria invasão, mas apenas mencionou um risco teórico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mauro Vieira
Mauro Vieira terá de explicar declarações sobre uma eventual ação militar dos EUA contra o Brasil Edilson Rodrigues/Agência Senado - 18.03.2026

A convocação ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre declarações envolvendo uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra o Brasil provocou um embate entre parlamentares da oposição e da base do governo.

O requerimento foi aprovado nessa quarta-feira (8) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. Na ocasião, os parlamentares rejeitaram uma proposta apresentada pelo vice-líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), para transformar o comparecimento obrigatório do ministro em um convite.


Segundo o deputado, a mudança daria maior flexibilidade para conciliar a agenda do ministro, que costuma realizar viagens internacionais.

O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, defendeu a manutenção da convocação: “Vamos manter a convocação porque é um fato novo. Queremos ouvir esse ministro irresponsável com essas declarações eleitoreiras”, disse.


Após a aprovação do requerimento, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que presidia a reunião, também criticou o posicionamento do chanceler.

Ele classificou as declarações como “irresponsáveis”, afirmou que Mauro Vieira “ideologiza a atuação do Itamaraty” e defendeu que o ministro compareça à comissão já na próxima semana para prestar esclarecimentos.


Leia Mais

As declarações

Enquanto deputados oposicionistas acusaram Mauro Vieira de fazer declarações “alarmistas” e “politiqueiras”, governistas saíram em sua defesa e afirmaram que o ministro apenas expôs uma possibilidade prevista na legislação americana.

O deputado Cabo Gilberto Silva defendeu que as afirmações do chanceler foram “graves”, “infelizes” e “eleitoreiras”, e que, em sua avaliação, colocam o Brasil em situação de desgaste internacional.


Para o deputado Sargento Fahur (PSD-PR), o ministro precisa explicar as declarações diretamente aos deputados. “O próprio governo deveria tranquilizar a população, mas o Itamaraty está dizendo que tropas americanas vão invadir o Brasil. Isso é mentira, isso é balela”, afirmou.

Em defesa do chanceler, o deputado governista Arlindo Chinaglia apontou que ele não disse que haveria uma invasão dos Estados Unidos ao Brasil, mas apenas mencionou um risco decorrente da legislação norte-americana.

“Soberania é quem controla o território do seu país. Quando o ministro Mauro Vieira falou da possibilidade de uso do poder militar, ele falou absolutamente a verdade. O ministro não afirmou que vai haver invasão. Ele simplesmente foi literal na interpretação”, declarou.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.